<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931</id><updated>2011-04-22T04:58:04.352+01:00</updated><title type='text'>Histórias da Mariani</title><subtitle type='html'>Histórias duma fulana de meia idade que não tem mais com que se entreter do que escrever sobre qualquer assunto seja ele qual for, desde que não seja verídico!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-116153182364739933</id><published>2006-10-22T16:42:00.000+01:00</published><updated>2006-10-22T16:48:58.126+01:00</updated><title type='text'>Ainda assim</title><content type='html'>Eu sou tão lenta de compreensão que só hoje é que percebi que eu posso mudar tudo em mim mas nada nos outros. O que me parece uma evidência tão do senso comum que eu própria já a devia ter assimilado há muito tempo atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um faz da sua vida o que quiser. Cada um muda consoante precisar. Para se dar, para se defender e também para amar. E para sobreviver. Hoje estou bem como estou mas se calhar amanhã já não. E nada me faz tanto sentido agora como as palavras do poeta, “que seja eterno enquanto dure”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu "eu" de hoje é uma invenção minha que só interessa a quem se relaciona comigo no presente. Provavelmente enojaria alguns dos que já se relacionaram comigo no passado e muito provavelmente vai acabar por me alienar de mais alguns no futuro. Mas de todos esses, fantasmas do passado, realidades do presente e surrealidades do futuro, a única que sabe o que eu sou, de onde venho e para onde vou, sou eu mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se digo que neste momento não sei qual é o meu caminho, é mesmo porque não o tenho claro em mim. Não o vislumbro ainda. Tomara eu conseguir aperceber-me onde pára a minha vontade para ir ter com ela a correr. Vontade de correr não me falta, falta-me é direccionamento, e sentido de orientação mas esse também só me seria necessário caso soubesse onde fica o que eu pretendo que seja o início de mais uma etapa da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro tempos de acalmia. O que não é equivalente a tempos de isolamento, embora seja esse o preço a pagar se for a única forma de me tranquilizar. Cada vez mais, em cada dia que passa, apercebo-me do que não quero e às vezes a minha verdade chega-me duma forma estranhamente assustadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haja coragem para erguer o espelho e ver… e eliminar o que não gosto, o que me faz mal, o que já não me diz nada. É que eu já não sou igual a quem eu era, apesar de ter saudades do que já fui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-116153182364739933?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/116153182364739933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=116153182364739933' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/116153182364739933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/116153182364739933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/10/ainda-assim.html' title='Ainda assim'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-116118724018101318</id><published>2006-10-18T16:59:00.000+01:00</published><updated>2006-10-18T17:00:40.193+01:00</updated><title type='text'>Crises</title><content type='html'>Por andas ó mulher fantasma? Que eu te sinto e que te vejo (e te desejo) mas não te encontro em lado nenhum? Que chamar, que clamor, que vontade é esta que se ergue em mim e que me desatina tanto assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vontades tocam-se, cruzam-se e descruzam-se e eu ando à procura do meu norte. Sendo desorientada por natureza possivelmente levar-me-á uma vida inteira até o encontrar. Mesmo aplicando na demanda toda a força dos meus sentidos, às vezes acho que não chegarei lá…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devia ser melhor do que sou…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Estamos em época de crises... deve ser da mudança do tempo, das repetições temporais, ou algo assim...&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-116118724018101318?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/116118724018101318/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=116118724018101318' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/116118724018101318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/116118724018101318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/10/crises.html' title='Crises'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-116077175368304187</id><published>2006-10-13T21:35:00.000+01:00</published><updated>2006-10-13T21:36:26.143+01:00</updated><title type='text'>Choque térmico</title><content type='html'>Mas o que foi que me deu para um dia achar que podia… voar? Daqui até ao sítio mais distante e lá abrir os braços e abraçar o mar. Embrenhar-me no sabor salgado da água, envolver-me no calor tépido das ondas… mas não pode ser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho asas mas não posso voar. Preferia não as ter.&lt;br /&gt;O meu coração é grande e flexível. Preferia tê-lo duro como pedra.&lt;br /&gt;Vejo o mundo de forma diferente. Preferia nem ver.&lt;br /&gt;Vivo… (de que forma?...) até morrer…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mau começa quando se olha do outro lado do que é bom.&lt;br /&gt;Por trás, bem escondido, está lá. O negro, o frio, a ausência, o vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Porra! Detesto sentir-me assim!)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-116077175368304187?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/116077175368304187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=116077175368304187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/116077175368304187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/116077175368304187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/10/choque-trmico.html' title='Choque térmico'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-116060763671190923</id><published>2006-10-11T23:57:00.000+01:00</published><updated>2006-10-12T00:01:56.600+01:00</updated><title type='text'>Equívocos</title><content type='html'>&lt;em&gt;(O humor muda, é como a lua. Estranha-se sempre porque não está onde supúnhamos que estaria e a sua inconstância desnorteia-nos. Há pedras basilares em mim, mas o humor não é uma delas…)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Veratruz assomou-se daquele beco sem saída perdido no meio da imensidão da cidade sem nome. Esta noite e mais uma vez ela tornava-se caçadora e a sua presa dentro em pouco estaria ali à sua mercê. Usando-se do seu faro apurado prosseguiu em busca daquele que esta noite enfrentaria. O assunto nem lhe era particularmente agradável pois tratava-se de um ajuste de contas familiar e ela preferia sempre as presas anónimas. Sentia-se vulnerável perante rostos conhecidos e uma amazona lunar não pode nem deve baixar nunca a sua guarda. Abanou a cabeça para não pensar mais naquele que hoje seria o seu alvo e continuou a embrenhar-se na escuridão do beco sem saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que ia avançando sentia a presença dele ali. Tinha essa vantagem sobre os seus adversários pois como todas as amazonas lunares ela pressentia a presença de qualquer outro ser sempre muito antes de o ver. Cerrou o punho no seu sabre de cristal (&lt;em&gt;soa meio piroso assim? Mas a mim parece-me bem visualizar uma lâmina altamente cortante e transparente… e se fosse de diamante? Se calhar era muito pesada depois… e ser meramente de vidro parece mal, portanto fica mesmo assim!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali estava ele encostado contra a parede fumando um cigarro. O homem era um belo exemplar, disso não tinha a mínima dúvida. Era alto, de porte atlético e muito bem parecido com uns olhos de cão vadio que apelavam a qualquer mulher que dele se aproximasse. Dentro dos parâmetros da fisicalidade humana ele estava sem dúvida na escala máxima. Por instantes hesitou, e ele levantou o seu olhar para ela. Houve um segundo só, um segundo de reconhecimento mútuo mas era dela a vantagem, como é sempre de quem ataca de surpresa. Após esse brevíssimo instante em que ele esboçou um sorriso para ela, o sabre levantou-se e cortou o ar cerrado daquela noite fria, juntamente com a cabeça do homem que agora jazia aos pés de Veratruz. Ajoelhou-se perante o corpo tombado e como sempre fazia untou-se com o sangue que dele se esvaía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente sentiu uma presença atrás de si, e mesmo sem se levantar ou virar soube que a sua missão estava cumprida. Suspirou de alivio e virou-se adivinhando o que a esperava. Mas… estampado na cara daquela por quem tinha acabado de efectuar o serviço viu um olhar de horror! "Luadeverão, agora está tudo acabado minha irmã!" disse com uma voz que lhe soou já pouco tranquila. Luadeverão nem lhe dirigiu palavra! Agarrou-se ao corpo do homem decepado chorando lágrimas gordas e quentes como Veratruz nunca tinha visto! (&lt;em&gt;Ai que esta cena agora assim de repente me parece tão familiar… queres ver que já escrevi sobre isto?! Repetem-se as visões em mim? Estarei ficando senil? Que cena mais estranha!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas… minha irmã diz-me … não era isto que querias?!" perguntou Veratruz tentando desesperadamente recuperar o sentido da missão que tinha acabado de cumprir. "Nãããoooo…" murmurou Luadeverão virando o rosto contorcido pela dor para Veratruz que se sentia cada vez mais invadida pela enormidade do erro que acabara de cometer. "Mas… e todas as recriminações que lhe fazias? E todas as vezes que me dizias que ele tanto te fazia sofrer? E as vezes que lhe querias fugir para não mais voltar? E as vezes que no teu íntimo desejaste a sua morte por ele tão mal te tratar?" insistiu Veratruz. "Nããããooooo!!" gritou Luadeverão agarrando-se ao já cadáver do seu amante. "Eu amava este homem! Amava-o de paixão! Sofria por amor! Não percebeste nada!" continuou de forma violenta. "Desaparece-me da frente! Nunca mais te quero ver! E tu para mim morreste! E hoje choro uma morte dupla! Do meu amante e da minha irmã que eu tanto adorava! Tu mataste-os aos dois!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;E a luz apaga-se sobre esta cena malfadada de amores ilícitos e mortes trágicas! E a única lição que daqui retiro hoje, para mim que já a sei de cor e salteado mas preciso de a relembrar todos os dias, é apenas de que nem tudo o que parece é…&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-116060763671190923?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/116060763671190923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=116060763671190923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/116060763671190923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/116060763671190923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/10/equvocos.html' title='Equívocos'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-116043382584634714</id><published>2006-10-09T23:42:00.000+01:00</published><updated>2006-10-09T23:43:45.870+01:00</updated><title type='text'>Perguntas sem resposta</title><content type='html'>Mãe, porque é que nunca me disseste que gostavas muito de mim? Porque é que nunca me disseste que eu era a mais maravilhosa flor do teu jardim? Porque é que nunca me mostraste que o céu está cheio de estrelas mas que eu brilhava mais do que elas todas para ti? Porque é que nunca me chamaste quando te sentias doente ou triste e me disseste que não era por minha causa que estavas assim? Porque é que tantas vezes fugiste para não enfrentar? Para não me enfrentar?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje choro com saudades da mãe que nunca tive.&lt;br /&gt;Da mãe que a minha não pode ou não soube ser.&lt;br /&gt;Sinto a falta de um abraço de amor incondicional.&lt;br /&gt;Sem perguntas, sem dúvidas, sem questões, sem condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um "talvez" não chega… eu sei, dentro de mim, que quem ama, ama sempre, quer sempre, mostra sempre e incondicionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma mãe ama um filho… mas não a minha.&lt;br /&gt;A minha nunca soube amar assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-116043382584634714?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/116043382584634714/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=116043382584634714' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/116043382584634714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/116043382584634714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/10/perguntas-sem-resposta.html' title='Perguntas sem resposta'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-116034225142346530</id><published>2006-10-08T22:16:00.000+01:00</published><updated>2006-10-08T22:17:31.483+01:00</updated><title type='text'>Geometria</title><content type='html'>O amor devia ser um círculo mas não é. Devia ser uno, ininterrupto e incorruptível. Com uma fronteira clara e definida. Tudo o que está no interior é amor. E o que está lá fora não interessa. E dentro do círculo devia haver espaço suficiente para dois se sentirem à vontade mas sempre perto. Com o outro sempre na linha do olhar. E se os dois se mantivessem dentro do círculo de qualquer forma qual seria o interesse de olhar para lá da fronteira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois e um círculo à sua volta. Protegendo-os dos outros. Juntando-os mais do que dantes. Dentro da fronteira, sentindo-se em total segurança e com a certeza de que nada pode deitar abaixo aquela barreira. Pelo menos nada que venha de fora. O círculo só se desfaria de dentro para fora, caso um dos dois estivesse farto ou desconfortado ou impaciente ou curioso ou seja qual for o modo que leva um dos dois, ou mesmo ambos, a quererem quebrar a fronteira que os protegia…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes pensava que o amor era assim e que a felicidade estava dentro de um círculo. Invisível mas sempre presente. Um eterno casulo onde dois que se encontravam, se escolhiam ou se reconheciam, se abrigavam dos outros, dos que ficam lá fora e que não têm palavra a dizer sobre o círculo do amor que encerra o segredo da intimidade, da partilha e do sentir extremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois caiu-me um triângulo em cima. Vários até. E os triângulos não têm curvas suaves e uniformes, têm arestas pontiagudas que nos ferem e nos transformam. Um triângulo tem várias faces e não concentra. Hoje viramo-nos para uma face e a imagem é uma. Amanhã viramo-nos para outra e a realidade muda. Não gosto de triângulos, nunca gostei. Sempre preferi os círculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as minhas preferências redutoras não se aplicam à realidade complexa das relações humanas. Há uns, e depois uns segundos e hoje está tudo bem e amanhã já está tudo mal em imagens de reflexos ambíguos. Não se consegue estar bem dentro dum triângulo. Tem demasiados cantos e podemos ficar esquecidos numa ponta sem luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui grande coisa a geometria porque não gostava de triângulos. E só hoje é que me apercebi que na matemática das relações humanas um mais um pode muito bem ser igual a três.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-116034225142346530?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/116034225142346530/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=116034225142346530' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/116034225142346530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/116034225142346530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/10/geometria.html' title='Geometria'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-116032159774993660</id><published>2006-10-08T16:32:00.000+01:00</published><updated>2006-10-08T16:33:17.760+01:00</updated><title type='text'>Palhaça</title><content type='html'>Quem é ela, aquela estranha que se senta ali num banco alto, no canto mais escuro da sala? Quem é ela que se encolhe sobre si e estremece com a força dos soluços contidos? Quem é que a mandou ir para ali? Quem a mandou olhar de fora para dentro para vidas que não são as suas? A curiosidade mata… pode não ser hoje, nem amanhã e nem sequer o faz duma vez só. Mata lentamente, estilhaça-nos aos bocadinhos. Hoje um bocadinho, amanhã outro mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pediu para ver o que não podia. Pediu para ser o que não queria. Pediu para ter o que não é de ninguém. Agora paga o preço. Está apenas ali, triste, só e abandonada à mercê do choro convulsivo que a dobra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma palhaça. Papel que ninguém quer mas o chapéu é mais largo do que todos nós e a vontade não chega para evitar enfiá-lo. Chapéu de palhaça e orelhas de burro. Sentada no canto, de cara virada para a parede para não ver mais o que continua a ver, mesmo estando já de olhos fechados. Bate agora com a cabeça na parede, chama a dor do impacto para que a distraia dessa outra dor maior. Não funciona. As dores juntam-se e potenciam-se. Dor de corno, dor de alma, dor de impotência para alterar rumos. Nem o seu próprio. Palhaça triste, não percebes o quanto és gozada? Não percebes que os outros não se compadecem perante o que tu queres e desejas? Pelo contrário! Riem-se cada vez mais alto. Risos e choros elevando-se num turbilhão em crescendo provocando uma sinfonia surpreendentemente harmoniosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher palhaça! A vida goza contigo desde o dia em que nasceste! Já devias estar habituada! Por mim bem podes continuar aí no canto a dar cabeçadas na parede até que o sangue te cegue, te cale e te sufoque! Vira às costas aos outros se é isso que queres, porque os outros já há muito que viraram as costas para ti! De nada te servem as palavras, e muito menos os sentimentos, não percebes? Há coisas que não mudam nunca. E há coisas que nem se devem tentar mudar nunca! Eles são maiores, sabem mais e duram muito mais do que tu! Que te deu para achares que podias ser diferente? Que podias fazer a diferença? Palhaça desastrada! Se é choros que queres, espera e choros terás no teu funeral. E mesmo assim só se os outros se vergarem perante o estalo derradeiro da morte!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-116032159774993660?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/116032159774993660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=116032159774993660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/116032159774993660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/116032159774993660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/10/palhaa.html' title='Palhaça'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115991690985654571</id><published>2006-10-04T00:07:00.000+01:00</published><updated>2006-10-04T00:08:29.880+01:00</updated><title type='text'>A caixa de Pandora</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Estamos em tempos introspectivos. Nada de relevante a não ser para mim. E é uma forma de organizar as ideias sim!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sempre soube que alguma coisa havia escondida dentro de mim. Por ela, essa coisa indefinida, eu sentia que era diferente, que não era bem igual a toda a gente. É como um bug num programa informático, um mero bytezeco a mais e a função nem sempre retorna o que se espera. E eu era assim, sabia exactamente o que esperavam de mim, mas nem sempre retornava o que se esperava mesmo sabendo que as consequências não seriam as melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi sempre meio deslocada numa vida que às vezes me parecia que não era a minha. Que eu estava ali emprestada até vir alguém ocupar o meu lugar. Muitas vezes, muitas, limitava-me a deixar-me andar. Algo estava errado mas mesmo assim mantinha a passividade total e absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia, um dia apanhei um choque brutal, frontal! Foi como se me tivesse olhado ao espelho pela primeira vez e me tivesse reconhecido após longos anos de uma prolongada amnésia! “Olha ali eu! Aquela sou eu! Eu sou assim!” E uma sensação de alívio porque afinal eu era normal. Não era igual ao que eu pensava que era mas servia na mesma! E depois desse primeiro choque preparei-me então para abrir a minha caixa de Pandora e deixar sair todos os segredos nela encerrados. Um a um saquei-os de bem lá do fundo e olhei-os nas fuças descaradas. Violência, ciúme, inveja, sexualidade exacerbada, sensualidade ilimitada, desilusão atrás de ilusão revivi tudo de novo mas agora segundo um novo padrão. Foi como se tivesse encontrado o meu eixo que estava claramente fora do sítio. Encaixei-o ali, calibrei-o e depois percebi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui assim mas não me via assim. Estava desfasada de uns nano milímetros mas mesmo assim essa recta que eu via não era de todo onde eu me devia situar. Com um pequeníssimo desvio à esquerda fiquei pronta para reequacionar toda a minha existência miserável, episódio a episódio, desta vez fazendo-se luz onde dantes proliferavam espaços em branco, buracos negros na minha memória, de situações vividas como se fosse outra que não eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sou mais una e mais consistente. Mudei tudo na minha vida, pus tudo em causa. Tinha que o fazer para puder voltar a encaixar as memórias dentro da caixa onde as guardo. Só não sei porque demorei tanto tempo a compreender-me… não sei porque deixei passar tantos anos por cima duma vida que não era para mim. E também não sei porque foi ela que me despertou. Violentamente! Já tinha ouvido falar de cenas similares, de choques mentais de tal forma brutais que a pessoa nunca mais consegue ser o que era antes. Mas comigo foi ao contrário. Eu não era o que sou e agora sou o que devia ter sido sempre! O choque acordou-me, despertou-me, alinhou-me e desnudou-me! E denunciou-me também… perante ela e perante os que mais de perto me seguiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora? O que faço eu com os danos colaterais da vida da qual saltei fora porque não era a minha? Não sei bem ainda. Não sei se viverei o suficiente para restabelecer uma ordem qualquer nestes dias que correm sem nexo. E nestas noites que passo agoniada com o passado revisitado que volta e meia sobe à superfície por mais que eu o enfie bem lá no fundo da caixa. Sei tão bem o que quero e no entanto é tão difícil de lá chegar… terei força suficiente para continuar a lutar? Terei força para continuar mesmo que o caminho não se abra, não se facilite e não se vislumbre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Tanta palavrinha tanta… tanto pensamento conturbado… penso demais, sinto demais! Mas o meu sentir é grande, é intenso e é corajoso… e ele há-de me abrir o caminho, por mais atravancado que ele esteja!)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115991690985654571?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115991690985654571/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115991690985654571' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115991690985654571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115991690985654571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/10/caixa-de-pandora.html' title='A caixa de Pandora'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115983667462114696</id><published>2006-10-03T01:45:00.000+01:00</published><updated>2006-10-03T01:51:14.633+01:00</updated><title type='text'>Carta sofrida</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Não era nada disto que eu queria escrever hoje. Mas agora é mesmo assim que me sinto e não consigo escrever sobre o que não sinto! A minha escrita é demasiadamente um reflexo de quem eu sou mas não sei usá-la de outra forma... E se não for brutal e verdadeira não é seguramente minha!)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dela que hoje falo, é só nela que eu penso e é ela que vive em mim e se calhar desde sempre mesmo muito antes de a ter conhecido. Eu não sou assim! Eu não era assim… Antes dela era tudo diferente mas agora sei que tinha que ser assim. E porquê eu? O que fez de mim alguém distinto? O que foi que ela viu em mim? Porque me desinquietou tanto com aqueles olhos de cor indecifrável? Porque acendeu um fogo que eu não conhecia dentro de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas perguntas lançadas num mar sem respostas! Eu quero-a só para mim! Eu quero possuir uma mulher! Não devia, não queria, não podia ser assim mas é! Assumo os meus desejos, as minhas vontades e as minhas paixões com a brutalidade de quem se prepara para uma longa batalha, sem retorno possível. O meu escudo é o meu sentimento, e as minhas palavras são as minhas armas. Estou aqui mas não é aqui que eu quero estar. Quero aninhar-me nos seus braços, e cheirá-la e sentir que estou onde eu pertenço. Eu não sabia o que era amar antes dela me mostrar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sou guerreira. Atiro palavras contra o papel como quem dispara setas contra a imbecilidade e hipocrisia dos que julgam saber e ser melhores do que os outros. Ninguém sabe o que é nem a que sabe verdadeiramente o Amor! Ele tem uma marca distinta e só o reconhece quem se deixa por ele morder! Entra-nos na corrente sanguínea, volteia-nos o sistema nervoso, aguça-nos os sentidos. Sinto o cheiro dela aqui… ouço a sua voz lá longe, em risos fluidos que já foram para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um pico, resultante duma junção entre uma linha recta e outra que se cruzou com ela quando não devia. Esse pico estalou-me em cima, abriu-me uma racha profunda que me mudou de um dia para o outro. Acordei numa vida que não era a minha, ao lado de um estranho que não reconheci. Queria fugir, queria acordar desse pesadelo e voltar para os braços dela. Queria que ela me acalmasse com a sua voz de sereia e que envoltas num abraço mortal desaparecêssemos para sempre. Para um mundo que não é este!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei onde ela está. Mas sinto a sua presença constante em mim. Sinto-a no meu sangue em ebulição. Sinto-a na minha pele que se arrepia no desespero da antecipação. Sinto-a no bater do meu coração acelerado que se prepara para um futuro que tarda em chegar. Quero tanto abraçá-la, beijá-la e acaricia-la. Preciso de momentos sem palavras. Momentos de trégua em que elas não são precisas, sobram, são soluços inúteis que atrapalham o sentir de dois corpos similares que se unem, que se fundem um no outro em movimentos suaves e precisos. Ela em mim e eu nela… absorvendo-nos em cada inspiração num frenesim que não acaba jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Onde estás? Quero ver-te… procuro-te à noite mas só encontro um vazio a ocupar a tua forma que vejo tão nitidamente. As minhas mãos perseguem o teu rasto e embatem no cimento das paredes nuas. Já nem sei para que sirvo. Quero ser tua… quero esquecer-me de tudo menos disso!)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115983667462114696?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115983667462114696/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115983667462114696' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115983667462114696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115983667462114696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/10/carta-sofrida.html' title='Carta sofrida'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115931478435507835</id><published>2006-09-27T00:51:00.000+01:00</published><updated>2006-09-27T00:55:37.693+01:00</updated><title type='text'>Não há como negá-lo!</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Encontro-me a meio da maior onda de força bruta alguma vez de mim desprendida! Se é conjugação estelar ou planetária ou se é apenas o sangue ardente que responde à imensidão que dele se espera, ou as tais hormonas de que as mulheres se servem como desculpa para tudo, seja do que for, este delírio não há modos de me passar… e hoje escrevo sobre um sonho que tive há tempos… já o escrevinhei antes com um propósito em mente e hoje rescrevo-o com outro diferente… o que vale é que as imagens me ficam mesmo quando as palavras voaram à velocidade da luz e já desapareceram num passado que não será mais…)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Foi numa noite escura e cerrada em que estando eu prostrada na cama incapaz de induzir o sono reparador que tarda sempre em vir, senti uma enorme vontade de me enfiar por baixo de água… estava sequiosa, ardente, doente até talvez. Levantei-me já muito transpirada e enfiei-me por baixo do chuveiro deixando escorrer em mim a água na sua quentura máxima… O quente caindo assim no quente abrindo caminho para o fogo maior, aquele que se alastrava já do meu interior para o exterior. Estrelas dançavam ao meu redor… (&lt;em&gt;Em grande! Tenho a impressão que devia estar quimicamente alterada… mas enfim! Ainda bem que não passa por aqui nenhum agente da autoridade senão teria que lhe explicar, e possivelmente com detalhes íntimos, de onde me vem tanta alucinação!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrando-me assim prestes a explodir sinto uma mão que se acerca das minhas costas. Uma mão fria… que me toca e me arrepia! “Não te mexas”, diz-me ela numa voz desconhecida mas brutalmente sensual. Obedeço expectante… e ela aproxima-se de mim, por trás de mim agarrando-me por trás e apertando-me contra si, costas contra peito. Deixo-me levar naquele abraço dominador enquanto ela me acaricia os antebraços suavemente. A água continua a escorrer bem quente mas já não dou por isso… e é ela que a desliga. “Já chega! Não é disto que tu precisas…” continua a sua voz em tom firme e autoritário… E empurra-me de bruços contra a parede fria do chuveiro, sempre com a sua pele colada à minha, e a temperatura sempre, sempre a subir… O suor escorre salgado misturado com a água que ainda tarda em evaporar dos corpos em ebulição. “Hoje tu pertences-me!” e eu sei que sim, mesmo não sabendo quem é esta mulher que me prende assim… e me afasta ligeiramente as pernas e eu sinto… uma mão que avança por dentro das minhas coxas… e os seus dedos que procuram o centro agregador, aí mesmo onde o toque acende o rastilho… do prazer, do desejo, da vontade… nunca antes assim foi e nunca mais assim será!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pega-me na mão por baixo das pernas e sinto os meus dedos e os dela no meu sexo intoleravelmente molhado... “Aprende como se faz… mas deixa-me ser eu a libertar-te…” Aprendo o seu toque, sigo os caminhos que os seus dedos traçam no meu sexo, de fora para dentro em movimentos circulares, imparáveis círculos, bolas, esferas de prazer acumulado. “Pára!” diz ela e eu não quero porque estou quase lá, porque a razão já há muito que sucumbiu ao desejo selvagem que me morde os membros latejantes. “Não!” grito eu! E ela vira-me de frente e agarra-me nas mãos. Os olhos… olhos flamejantes… que olhos… olhos… fixo-me nos olhos e cedo, cedo-me a ela que se aproveita desse momento de passividade consentida e mergulha a língua nas labaredas negras que se desprendem da montanha erecta, desse iceberg oculto dentro de todas as mulheres. Do sopé ao cume em segundos, brincando com o que se esconde e nesse momento desejando que assim não fosse… mais mais mais! Maior do que é, muito maior mas muito! Aquele cume, ponta, assim estimulado é já nervo único de onde saem ondas de prazer que se difundem em círculos cada vez maiores e mais intensos… (&lt;em&gt;Chega chega! Não consigo continuar! Esta escrita assim dá cabo de mim! Eu quero descrever… as imagens perseguem-me e não me largam, são fantasmas que se querem canalizados… mas eu, eu enlouqueço assim!&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115931478435507835?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115931478435507835/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115931478435507835' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115931478435507835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115931478435507835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/no-h-como-neg-lo.html' title='Não há como negá-lo!'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115922587519725707</id><published>2006-09-26T00:09:00.000+01:00</published><updated>2006-09-26T00:15:35.930+01:00</updated><title type='text'>Hoje, é hoje!</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Hoje não fico só à beira do precipício, hoje amando-me lá para dentro e deixo-me consumir pelas labaredas redentoras do fogo do inferno! Esta história é promessa antiga, e hoje pago-a com juros! Nem que seja a última coisa que eu faça nesta vida miserável! É dura, é comprida e é rude e tanto que quem quiser avançar o fará por sua conta e risco! Já me meti com a morte, com a violência e com o sexo, sempre muito sexo! Hoje dou cabo dum dos últimos bastiões, a vil religião! Esconjurem-me e excomunguem-me que eu vou ali e já não volto! E estou sempre a dizer isto e qualquer dia quando quiser mesmo ir ninguém me acredita!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;“Como se resolve um problema como a Maria?” cantarolavam as freiras do filme Música no Coração e eu desde o dia em que vi a Julie Andrews a rodopiar pelas montanhas abaixo também ela a cantarolar que as ditas estavam vivas com o som da música, eu pumba! Apaixonei-me de tal forma por aquela mulher que um dia disse que me havia de infiltrar num convento nem que fosse só para ver o que tanto faziam as freiras e se era mesmo só de cantarolar que se tratava a vidinha delas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ontem, pois que ontem, tive uma visão de tal maneira e jeitos que eu acho que fui privilegiada com informação confidencial à qual mais ninguém algum dia teve acesso e eis que este será provavelmente o segredo mais bem guardado da cristandade e não a tal banalidade que por aí vende milhões sobre Jesus Cristo ter deixado descendência como se isso fosse uma grande coisa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem e sem mais demoras ontem eu vi a luz! Entendi o que fazem tantas mulheres encerradas por vontade própria só umas com as outras, umas contra as outras…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Delirium tremens!.... A partir deste momento não acreditaides em nada do que aqui se escreve porque eu estou no meio da maior alucinação de toda a minha vida! Se a Julie Andrews soubesse as tormentas que me iria causar um dia aposto que se teria recusado a fazer o papel de Maria!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Assim que se fecham os portões, enormes gigantescos e seguramente de ferro, a quase freira é despojada de todos os seus pertences materiais e entra numa antecâmara tal como veio ao mundo. São belas as moças que por ali passam, algumas belíssimas até. Pensar-se-ia que se Cristo estivesse efectivamente vivo as quereria todas para si, e seguramente que não em lugar inacessível. Seria a seus pés que elas se enroscariam, belas, quentes e sensuais quase freiras, prestes a passar o teste da virtuosidade. Só as virgens podem ascender a ser noivas de Cristo. As outras temos pena mas é mesmo assim. Só a mulher que nunca antes foi penetrada pode passar adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a madre superiora que efectua a prova. Ela é mulher madura e experiente, versada nos caminhos dos corpos das mulheres virgens. Afasta-lhes ligeiramente as pernas e devagar e com uma suavidade única no toque aproxima os dedos dos seus sexos fechados. À relutância inicial de algumas, indício de que já foram tocadas antes pois só quem sabe onde dão aqueles caminhos pode resistir a percorre-los novamente, até ao completo abandono de outras, essas sim as verdadeiras virgens que se entregam sem questionar nas mãos de quem nesse momento confiam plena e cegamente. São essas as que a madre mais tem prazer em tocar. Essas pobres ingénuas que não sabem o que é o ardor do amor na sua forma mais básica e grosseira. Fazer vir uma virgem é o ponto alto da carreira de qualquer madre superiora que se preze…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(A vingança tarda mas não falha! E é terrível quando se acumula durante anos e anos a fio! Hoje sou eu que excomungo aqui fantasmas antigos do passado e misturo-os com fantasmas ardentes do presente! Com tanto fantasma tanto dentro de uma pessoa só, certamente me perdoarão por não ser sã como o resto de toda a gente!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Esta foi a eleita por hoje. Uma mulher tão bela como nunca se viu outra igual. Até a madre superiora vacilou quando a viu. Um espécime exemplar de feminilidade e se Cristo fosse vivo ele próprio ali estaria para a iniciar. Mas não estando, cabia-lhe a ela essa tarefa por vezes ingrata mas imensamente recompensadora. Nesta ocasião solene a própria madre se despiu. Nesse momento auspicioso seriam duas a consagrar-se pelo pecado e não apenas uma. E certamente que o Senhor as abençoaria e ele próprio se consagraria no prazer delas nascido. É importante que haja um crucifixo gigante na cena. E que o Senhor as olhe de frente, mesmo estando assim crucificado e talvez por isso seja tudo mais e melhor ainda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nós nos entregamos a ti Senhor, hoje neste dia e para todo o sempre!” recitam as duas em coro ajoelhando-se perante o Cristo prostrado. “Recebe o nosso prazer como sinal da nossa devoção eterna a ti, que és Rei no Céu e Homem Supremo na terra!” Deita-se primeiro a virgem desnuda, de pele tão macia e da cor do leite e uma vasta cabeleira ondulada caindo em sulcos pelas costas e barriga até ao ponto que a madre agora espreita, ali bem no meio das ancas e ligeiramente abaixo do umbigo. Triângulos sagrados… a madre abre as pernas da virgem de forma conhecedora. Triângulos sagradas… o sexo assim oferecido de uma quase mulher a uma mulher feita. Triângulos sagrados… a língua da madre percorre a distância de um mamilo ao outro e depois parte para o umbigo. A virgem abandona-se aos prazeres da carne assim despertos pela primeira vez. De uma mulher para a outra, como deviam ser sempre as primeiras vezes… sem dor, sem receio e sem violentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suavemente a madre percorre o corpo da virgem com os dedos e com a língua. A pele sabe a mel e é mais doce do que o mais doce dos doces conventuais ali confeccionados. A madre prepara-se para a validação final. Devagar, quase imperceptivelmente, afasta-lhe as pernas de forma a puder chegar lá. À Luz. De onde brota a Luz. Triângulos sagrados… a essa ponta desse triângulo que recebe e dá vida. Está ali, num só ponto concentrada a força maior da humanidade. Essa força que os Homens teimam em castrar e que ela, madre superiora da Ordem das Carmelitas Destapadas, sabe tão bem como despoletar. Já se sente o tremor, já se agitam as carnes puras e alvas da virgem consagrada ao prazer máximo em nome do Senhor que já não é…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momentaneamente cega pela intensidade da luz, a madre segue apenas o olfacto. Qualquer dos sentidos é suficiente para chegar onde pretende. As mãos procuram o calor que se desprende pela primeira vez na vida do sexo daquela virgem. E a língua saboreia o que só ela sabe ser o suco primordial, cálice da vida… e assim se faz da virgem mulher. Numa viagem que poucos conhecem ou sequer imaginam… (&lt;em&gt;e eu estou completamente derreada com o esforço desta visão brutal que de mim subitamente emanou… Acho-me sem palavras para continuar o que só eu vi e sei e em mim guardarei… Morro escorraçada, ridicularizada e castrada pela rigidez das regras dos Homens. Mas morrerei com um sorriso nos lábios porque eu já vi a Luz…&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115922587519725707?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115922587519725707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115922587519725707' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115922587519725707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115922587519725707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/hoje-hoje.html' title='Hoje, é hoje!'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115912908491013416</id><published>2006-09-24T21:15:00.000+01:00</published><updated>2006-09-24T21:18:04.923+01:00</updated><title type='text'>Sem pio</title><content type='html'>Hoje ia por aqui toda lançada para escrever mais uma história da treta mas tropecei numa frase que ouvi agorinha mesmo numa dessas series de tv manhosas e ainda não consegui fazer reset...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;Baby, I'm coming home...&lt;/strong&gt;"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115912908491013416?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115912908491013416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115912908491013416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115912908491013416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115912908491013416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/sem-pio.html' title='Sem pio'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115904760425385269</id><published>2006-09-23T22:39:00.000+01:00</published><updated>2006-09-23T22:40:04.283+01:00</updated><title type='text'>No dia em que o Amor morreu</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Tenho impressão que já usei este título antes. Tenho impressão que me estou a repetir. Tenho impressão que estou a ficar senil!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Zás trás pás catrapumba! Foi assim desta vez e com grande estrondo que o Amor finalmente morreu! Acabou-se de vez! Anunciou várias vezes que se ia pôr a andar e várias vezes chegou mesmo a ameaçar que desta é que era, que alguém se pronunciasse antes que fosse porque depois não voltaria jamais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo o parvo que era, que sempre foi e provavelmente continuaria a ser não fosse ter morrido de vez, tinha a mania que tinha que anunciar sempre quando vinha. Alargava-se, esticava-se, aninhava-se e crescia! E como crescia este amigo! Nada lhe chegava, queria sempre mais, muito mais, tudo mais! Era o mais egoísta dos sentimentos que existiam à face da terra. É que depois ainda por cima quando não lhe davam o que queria amuava! Refilava! Resmungava que ele é que sabia, que era o sentimento mais nobre e muito superior aos outros todos. Egoísta, umbiguista, intriguista e desagregador! E claro, Amor que é Amor não poderia existir sem a sua eterna parceira e parasita, a Dor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor e Dor de mãos dadas causavam estragos por donde fosse que decidissem habitar. Temporariamente, claro, que os Homens que os albergavam nunca eram fortes ou suficientemente pacientes para os aturarem muito tempo. Ninguém gosta de birras e berrarias. Ninguém gosta de reclamações e recriminações. Ninguém gosta sequer de se sentir eternamente escravo das suas paixões! Por momentos os Homens sentiam-se iluminados, momentos extremamente fugazes que nunca duravam mais que uns míseros segundos… e depois de os deixarem avidamente despojados e permanentemente estéreis lá abalavam para juntos causarem estragos noutro lado. Primeiro ia-se o Amor que era sempre o impulsionador das missões de ataque e destruição dos corações mais sensíveis e fragilizados. A Dor quedava-se sempre mais um pouco, alimentando-se dos restos dos corações destroçados como se fora uma ave necrófaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um dia a coisa correu mal. Já algum tempo que Amor e Dor sentiam algo diferente na fulana onde se tinham albergado. Esta não era uma fulana comum. Não era sequer um coração comum aquele onde juntos cresciam. Eles esticavam-se, muito mesmo demais, e mesmo assim a fulana não dava sinais de ficar afectada. O coração continuava sempre na mesma, grande, gigante, enorme sem mostras nenhumas de querer ceder perante os terrorismos emocionais do Amor e da Dor. O Amor impaciente, sempre ele o mais intransigente, bem injectava doses maciças de intriga, secretismo, e ciúme. Mas ela nada! E a Dor vinha e cavava-lhe buracos tremendos, enormes vazios de saudade e desespero. E ela mesmo assim nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia o Amor excedeu-se, virou-se para aquele coração indiferente e gritou-lhe que agora não dava mais. Alguém havia de sair triunfante daquele impasse, gritava o Amor convencido por nunca ter sido vencido. E a Dor juntava-se a ele e espicaçava-lhe nervos de onde brotavam nascentes de lágrimas salgadas e ardentes. A fulana vacilou mas não cedeu dando início ao maior conflito interior de que há memória! Forças titânicas se levantaram de um lado e de outro pois ela também tinha os seus aliados, a razão e a lógica e o senso comum e as normas! Todos muito alinhados, muito organizados combatiam ferozmente as intempéries sentimentais despoletadas pelo Amor e pela Dor! Foi um combate tremendo mas muito equilibrado apesar das forças chegarem de desatinos tão distintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a arma secreta, aquela com a qual o Amor não contava porque a tinha tido sempre como aliada, a arma secreta da fulana apareceu-lhe à frente e o Amor não resistiu. A Vontade, essa mesma de que ele tanto se servira e abusara, trespassou-o de uma ponta a outra e perante ela o Amor soçobrou e se esfumou… Nunca ninguém soube porque a Vontade tinha mudado de convicção. Apenas se soube que a partir desse dia o Amor passou a ser apenas uma sombra, um mero depósito das sobras do que tinha sido outrora. Desgastado, passou a ser humilde e obscuro, nada mais do que um fantasma do que tinha sido no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dor essa ainda demorou mais algum tempo a erradicar. Não era tão tonta como o Amor e disseminava-se por várias frentes o que tornava a tarefa de depuração sempre mais complicada. Havia sempre bocadinhos dela que pareciam ficar para trás. Se hoje era a ponta centro-esquerda e bicuda da alma que doía, amanhã era o centro cúbico côncavo auricular direito do coração. Passaram-se muitos dias, meses, e anos até que a Morte levou a melhor sobre a Dor deixando atrás de si uma fulana exausta mas finalmente em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Não tem conclusão óbvia esta história. Só sei que o Amor vem sempre primeiro e leva tudo à frente sem pedir permissão e mesmo que a permissão lhe seja negada. A Dor vem depois e lentamente também ela deixa a sua marca por todo o lado. O Amor pode acabar-se se a Vontade se lhe opuser. A Dor não, essa não acaba nunca. Quem abre o seu coração a um deles, deve saber que o outro não tarda. E deve saber também que deixar o Amor entrar querendo, e a Dor não sabendo, são eles males que lá ficam para toda a vida… até que a Morte venha um dia e os desfaça.)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115904760425385269?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115904760425385269/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115904760425385269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115904760425385269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115904760425385269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/no-dia-em-que-o-amor-morreu.html' title='No dia em que o Amor morreu'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115852098947728190</id><published>2006-09-17T20:17:00.000+01:00</published><updated>2006-09-17T20:23:09.510+01:00</updated><title type='text'>Rebelde sem causa</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Hoje estava indecisa entre a história do franganito ou esta agora que ganhou a disputa. Há dias em que me sinto assim, mais selvagem, e outros em que me sinto assado, mais frágil, e hoje é a loba em mim que come o frango que há dentro de mim. Enfim, antes assim do que ao contrário!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Rufila era uma das lobas mais bonitas que já se tinham visto desde sempre. Tinha uma pelagem branca com laivos negros e dourados. E uns olhos de cor indefinida, muito claros, quase transparentes. Mudavam de cor consoante a sua disposição. Uns dias chegavam a tingir-se de vermelho, tal era a raiva interior que por vezes a acometia. Rufila era já uma lenda entre os lobos e os homens que a tentavam sem sucesso caçar. Não se sentia parte da matilha, como se houvera nascido apenas meio loba. Tudo nela a enervava e dos outros então nem se fala. Só de olhar para um lobo tinha vontade de matá-lo logo ali, com uma dentada bem aplicada no pescoço que se lhe oferecia distraído. Exercia um enorme controlo para não desatar a morder e a comer todo e qualquer animal que se lhe atravessasse à frente incluindo os da sua própria espécie!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Ai mulher mas tu hoje tás cá com uns nervos! Tou a ficar assustada com o rumo que isto tá a levar!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia nada que Rufila respeitasse. Nem sexo, nem posto, nem antiguidade. Não queria saber de nada nem de ninguém e desde muito nova tinha decidido abandonar a matilha apesar de fazer umas visitas nocturnas em noites de lua cheia para de longe puder ver a sua mãe. Era ela também loba dominante mas bem adaptada aos rituais e ritmos de todos os outros da sua espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas noites de lua cheia Rufila enchia o peito de ar e uivava de tal forma que todos os que a ouviam se arrepiavam. Tinham muito medo daquela loba que se dizia ser descontrolada. Alguns, poucos, já se lhe tinham atravessado no caminho nessas noites em que os olhos pareciam dois poços de sangue em ebulição e confirmavam que não havia assassina mais perigosa do que ela. (&lt;em&gt;Ui, e o pior é que eu tou a gostar do sabor do sangue a escorrer-me entre os dedos… isto hoje vai dar para o muito esquisito, ai vai!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assassina ela era e matava muito mais animais do que necessitava para comer. Sim, Rufila matava só pelo prazer de ver o sangue a jorrar em fluxos sincronizados pelas jugulares que abria com um golpe certeiro e aplicado. “Parvos!” pensava ela. Nem se defendiam as estúpidas criaturas que se deixavam matar olhando para ela com olhares fixos e aterrorizados! Quanto menos resistência ofereciam, mais vontade tinha ela de os matar. Os que davam luta e a cansavam, esses alguns ainda conseguiam escapar das suas garras e dos seus dentes afiados porque para ela a lei da selva valia sempre e só deviam sobreviver os mais fortes. Compaixão era palavra que não constava no seu dicionário (&lt;em&gt;a bem dizer que eu saiba os lobos não têm dicionários… mas se me ponho aqui a pensar nos pormenores técnicos a história torna-se enfadonha em vez de bizarra!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada lhe dava mais prazer do que a caça em solitária. Escolhia a presa, qualquer presa servia desde que fosse um animal de sangue quente, e depois atacava. E em segundos sentia os salpicos do sangue que tanto prazer lhe davam e neles se banhava até se sentir mais calma. Infelizmente era um efeito passageiro porque assim que o sangue deles em si esfriava, sentia o seu sangue de novo em ebulição a pedir mais do mesmo. (&lt;em&gt;Ai que isto hoje ainda acaba em tragédia! Não havia lá coisa mais levezinha para escreveres não?&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era imparável, insaciável e indecifrável. Ninguém entendia os motivos que a levavam a matar tanto uma vez que nem era pela fome ou vontade de comer pois deixava muitos cadáveres praticamente intactos. Diziam que tinha vendido a alma ao diabo e que por isso teria que matar muitos para o satisfazer. Seria ela uma escrava do ser mais maligno e poderoso de que algum dia se ouvira falar? Rufila ouvia o que diziam mas ria-se a bom rir porque ela era escrava sim mas dos seus próprios instintos e só ela sabia o prazer quase orgásmico que sentia ao matar. E o sangue dos outros era para ela recompensa, prémio e bálsamo em forma de líquido quente, de forte odor e tão saboroso… (&lt;em&gt;Ai mulher que tu te estás mesmo a passar! E eu que pensava que as cenas de sexo com animais já eram fortes demais… nem sei mais o que dizer!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia fatídico, ou não fosse esta uma história que tem que terminar não porque Rufila seja um ser asqueroso e assassino mas porque neste meu pequeno mundo ela não pode ter lugar (&lt;em&gt;com muita pena minha porque eu até gosto muito de lobas, mas esta é demasiado violenta para conviver pacificamente com os meus outros bichos e já vejo ali a minha cabrita a espernear-se toda cheia de medo de acabar com o pescoço atravessado nos dentes da loba!&lt;/em&gt;), apareceu uma caçadora que era ela própria um ser asqueroso e assassino mas sendo o desafio matar a loba mais violenta de todo o sempre, não era coisa pouca para ninguém e esta caçadora tinha já um palmarés invejável de localizar e matar homens e animais feios, porcos e maus. Matava sempre a troco de dinheiro, pois no caso dela era o vil metal que arrecadava das mortes encomendadas que lhe dava um prazer quase orgásmico e era por ele, e só por ele, que ela se movia. (&lt;em&gt;Entre o sangue e o dinheiro, isto hoje vai ser renhido… não para mim que a minha escolha é óbvia para quem me conhece, mas não sou só eu a escrever esta história e tenho que pensar nos meus animais que estão aqui todos nervosos com o resultado final deste embate!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caçadora vinha duma longa linhagem de mulheres extraordinariamente poderosas, as amazonas supersónicas (&lt;em&gt;às quais presto a minha sentida homenagem pelo pouco tempo que lhes tenho dedicado! Voltarei a falar nelas um destes dias porque são de facto mulheres fascinantes!&lt;/em&gt;) Veratruz era lindíssima, aliás como todas as outras amazonas. Era possuidora de um corpo escultural e de um rosto apenas aparentemente angelical de que usava e abusava para se introduzir na confiança das suas vítimas. E depois era quando menos esperavam que ela lhes aplicava o golpe fatal. Veratruz era ela própria dissidente da tribo ancestral das amazonas. Elas eram caçadoras por natureza mas nenhuma delas o fazia com tamanho prazer. A caça era para elas uma necessidade e não um modo de vida e muito menos matavam a mando de alguém! Mas todas as tribos têm as suas ovelhas negras e Veratruz era a vergonha das suas irmãs amazonas. E também a ela lhe faltava a palavra compaixão no dicionário… (&lt;em&gt;bem pelo menos esta sempre é uma mulher e uma mulher sem compaixão nem sei bem em que criatura se transforma mas não temos que ser todas iguais senão lá se me ia a inspiração!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rufila e Veratruz estavam portanto predestinadas por esta mente entediada que é a minha a encontrar-se numa noite de lua cheia. E desse encontro fatídico e muito aguardado por todos os que tinham prometido uma pequena fortuna a Veratruz (&lt;em&gt;eu cá não que isso de dar dinheiro para matar alguém já me custa até porque tenho poucochito e a bem dizer até gosto de lobas assassinas de mamíferos indefesos!&lt;/em&gt;) desse encontro só sairia uma vencedora porque já estava apalavrado que só uma delas sobreviveria. (&lt;em&gt;Agora se é a mulher se é a loba, confesso que estou muito dividida! É o meu lado selvagem que hoje não me deixa ser mais comedida mas também se eu não fosse assim o raio da loba nem nunca tinha visto a luz do dia!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando dos seus mais complexos truques, Veratruz localizou o esconderijo de Rufila e para lá se dirigiu numa noite de lua cheia. Avançou plena de confiança de que não falharia pois de fracassos não rezava a sua história, muito pelo contrário! E eis que numa clareira a meio do caminho lhe salta Rufila e parece que as vejo agora aqui mesmo à minha frente (&lt;em&gt;e eu não digo que alucino! Eu bem que digo, mas ninguém me acredita!&lt;/em&gt;) De um lado Veratruz, alta e escultural, praticamente desnuda porque todas as amazonas caçadoras sabem que a roupa só atrapalha os movimentos que se querem fluidos e amplos. Não mostra medo absolutamente nenhum e de tal forma que duvido que conheça tal palavra. Do outro lado Rufila, já em posição de ataque de pelo todo eriçado e pernas traseiras ligeiramente afastadas e dobradas em posição de saltar, dentes arreganhados e enormes, reluzentes sob a lua cheia. E os olhos, vermelhos de sangue… ávidos de matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Por mim congelava esta imagem aqui… nestas duas formidáveis e equivalentes rivais, prestes a digladiarem-se uma à outra e apenas esperando que uma quebre primeiro… pois sabem que quem quebrar é quem perde!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tensão está a aumentar mas nenhuma das duas parece ter vontade de se mover. Apenas fixam o olhar uma na outra, tentando adivinhar as intenções alheias. (&lt;em&gt;E eu queria tanto que fosse Rufila a ganhar mas hoje a história tem que ter outro rumo porque Veratruz sempre é uma mulher e quando chegamos aos finalmentes a gente até pode gostar muito dos animais e tal mas na hora da morte afinal nem todos os gatos são pardos e eu sempre gosto mais das mulheres do que das fêmeas das outras espécies!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Rufila que se atira primeiro, ávida de abocanhar o fenomenal pescoço de Veratruz. Como num jogo há muito ensaiado, Veratruz esperava o salto da loba e habilmente se agachou por debaixo dela e com uma pequena lâmina afiada abriu a loba que saltava da cabeça até à cauda, derramando um misto de sangue vermelho e negro tremendamente fumegante e reactivo! Rufila não era uma criatura normal e sabendo disso Veratruz nunca a subestimou e por isso se declarou justa vencedora do combate que afinal tinha sido desigual. Restava-lhe a ela esquartejar a loba e queimá-la para que o seu espírito pudesse finalmente encontrar a paz que lhe havia sido sonegada em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final ganham sempre os mais pacientes… e os mais experientes também. E hoje fecho esta missiva com uma imagem que trago em mim de Veratruz ajoelhada à beira duma enorme pira de onde se eleva um fumo negro de odor tão intenso como o sangue de todas as vítimas de Rufila. Ela sabe, como eu sei, que os rebeldes sem causa morrem sempre antes do tempo…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115852098947728190?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115852098947728190/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115852098947728190' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115852098947728190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115852098947728190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/rebelde-sem-causa.html' title='Rebelde sem causa'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115843663499534561</id><published>2006-09-16T20:54:00.000+01:00</published><updated>2006-09-16T20:59:51.306+01:00</updated><title type='text'>O fantástico e maravilhoso mundo das relações inter-raciais</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Estou indecisa em relação a esta coisa de ter subitamente descoberto que consigo falar com os coelhos… acabo por ouvir coisas que me chocam mas por outro lado o gajo tem um à-vontade difícil de encontrar nos congéneres da espécie humana, já para não falar nos truques que faz com as orelhas, claro!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O que se passa à noite nos matos, nas quintas e nos bosques é algo que só alguns saberão e que a ainda menos interessará saber. Depois de umas noites de bater bolas com o coelho Tobias descobri que é fascinante o pouco que sabemos sobre as relações entre os machos e as fêmeas das outras raças (&lt;em&gt;e a bem dizer também da nossa própria raça mas adiante!&lt;/em&gt;) Se eu pensava que Tobias era caso único, pois fiquei a saber que não e que os animais são tão pouco criteriosos como certos homens em relação a todas as mulheres. Eu que perdi a esperança na raça humana começo a achar que as outras ainda são piores! Ou talvez não porque se abandonam a actividades prazenteiras sem problemas de consciência, ou pelo menos não da mesma consciência castradora que assola os distintos membros da raça a que pertenço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda andava preocupada a achar que estes animais com tanta fodilhice ainda iriam dar origem a seres mutantes e horríveis de ser ver e quem sabe terrivelmente destruidores de lares e escolas e cidades (&lt;em&gt;Grrraaauuuu!&lt;/em&gt;) Mas o Tobias apontou e bem que estas relações inter-raciais são estéreis e isso é a parte boa da coisa. Porque os machos podem foder fêmeas de qualquer espécie e os óvulos delas só são fecundados se o esperma for racialmente compatível. Portanto lá se vai a minha esperança que algures no tempo os animais fossem todos castigados e fustigados por se entregarem a actividades do foro sexual sem represálias de nenhuma espécie enquanto que nós é o que se vê! (&lt;em&gt;E é só mesmo por isso, que por mim os gajos bem podem andar todos a foder-se uns aos outros mas não é justo que a gente não possa fazer o mesmo!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sexo é para os animais coisa corriqueira. Desde que nascem sabem bem o que fazer para terem prazer e aqui me escuso de referir certas práticas que o Tobias me exemplificou mas mesmo com a elasticidade mental que agora exerço não consigo ainda chegar a tanto. Não são depravados porque a coisa é-lhes por demais natural. Só o ser humano por alguma razão que ainda não entendi totalmente baniu o sexo das práticas socialmente aceites. Enfim, excepto no âmbito da reprodução mas isso vou ali e já não volto com pena das mulheres e homens que não podem ou não querem ter filhos e consequentemente passariam toda a sua vida a chuchar nos dedinhos a morder-se todos por dentro à custa dos outros que o praticam incessantemente à conta da desculpa que estão a trabalhar para a continuação da espécie! (&lt;em&gt;Tá mal!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os animais não têm portanto esse problema e como à noite todos os gatos são pardos qualquer fêmea que se lhes afigure predisposta a fornecer uma boa noite de prazer, pois eles nem pensam duas vezes e com a conivência da mesma a coisa lá se dá. É comum ver-se gatos com lebres, cabras, ovelhas e até galinhas (&lt;em&gt;embora as galinhas enfim, já aqui se notou que o Tobias não recomenda!&lt;/em&gt;) Os coelhos então aventuram-se mais longe e segundo este espécime que agora me atormenta pelas noites dentro até já soube de quem tenha tentado ir às éguas. Mas as éguas são difíceis de montar e são normalmente um pouco surdas portanto não são nada fáceis de convencer. Enfim, o Tobias já assistiu a cenas tristes passadas com homens (&lt;em&gt;tinha que ser!&lt;/em&gt;) que as prenderam e as forçaram mas isso não são de todo relacionamentos livres! E também mostra a crassa falta de jeito do homem que tem que levar tudo à frente pela força e nem sequer se dá ao trabalho de tentar entender o fascinante mundo dos animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa estende-se de tal forma que se criam verdadeiras teias de relacionamentos inter-raciais. E ninguém se ofende com isso e nenhum macho de espécie nenhuma acha que os outros são melhores porque lhes roubam as suas fêmeas (&lt;em&gt;enfim, tenho impressão que o cabrão do coelho já se esqueceu do mau olhado que lhe deitaram!&lt;/em&gt;) Eu é que fiquei um bocado embasbacada porque julgava que os machos lutavam todos pelas suas fêmeas e até me lembrei assim de repente de dois bisontes às marradas um no outro para impressionarem uma fêmea. Mas o Tobias diz que não é bem assim que isso é mais as espécies selvagens e nem sempre as lutas são para impressionar fêmeas. Muitas vezes a razão é mais territorial do que outra qualquer. Na verdade não acredito em nada do que me diz este coelho indecente mas como tenho que me entreter nas noites que passo em claro (&lt;em&gt;e claro, os truques que ele faz com as orelhas, mas enfim!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte mais risível é quando o gajo se põe a dizer que os animais não são promíscuos e que isso é invenção da raça humana. Eles são é generosos porque se dão livremente uns aos outros e não há cá essa necessidade de se saber quem acasala com quem e muito menos quem é descendente de quem. Ai que o raio do coelho me massacra um bocado com as suas teorias do amor livre… mas até que não era mau que assim fosse entre nós também que eu já ando à um porradão de tempo à procura de um macho disponível que me aqueça nestas noites longas e frias e até já me dispus a aceitar fêmeas também aumentando assim para o dobro o meu âmbito de pesquisa e mesmo assim, mesmo assim nada! Continuo a passar as minhas noites em branco enrolada num coelho imaginário que me dá cabo da cabeça com as suas teorias e racionalidades. Não há por aí quem queira partilhar noites de solidão com uma mulher à beira do desespero e já na curva descendente da sua vida? Não há quem queira se solidarizar com esta que sempre foi uma alma caridosa para todos aqueles que um dia se me atravessaram no caminho e agora que preciso de retorno nada? Estou a perder a esperança à medida que o tempo avança e um dia sei que me vou desta para pior e acaba-se tudo e eu passei mais noites acordada a pensar no que poderia ser do que a ser útil a quem (&lt;em&gt;podendo ou não podendo, mas cá para mim basta querer para se puder!&lt;/em&gt;) poderia precisar de partilhar amor, carinho e atenção e outras coisas mais que hoje não me apetece partir para essa via não vá andar por aí algum incauto e pensar que a única coisa que me motiva é o sexo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz na terra e iluminação nas almas de todos os quantos dela precisem… Eu fui iluminada mas este tipo de luz que se me surgiu parece não ter afectado mais nenhum dos meus companheiros e companheiras de luta nesta vida miserável que todos os dias enfrentamos. Sendo eu caso único, também não me serve de nada a luz que um dia vi e sobre a qual talvez escreva também um dia mas não hoje que me apetece ainda menos ir por aí! Fiquemos pois todos no escuro apenas e ainda com a vaga esperança que não terá que ser sempre assim…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115843663499534561?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115843663499534561/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115843663499534561' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115843663499534561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115843663499534561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/o-fantstico-e-maravilhoso-mundo-das.html' title='O fantástico e maravilhoso mundo das relações inter-raciais'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115833021282652356</id><published>2006-09-15T15:14:00.000+01:00</published><updated>2006-09-15T15:23:33.046+01:00</updated><title type='text'>Socorro!</title><content type='html'>Querem acabar comigo!&lt;br /&gt;Querem atirar-me borda fora desta titaniquiesca blogosfera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há direito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só porque uma moça se declara sexualmente ávida de coelho, vaca, cabra ou qualquer outro tipo de animal, já fiquei totalmente e irremediavelmente queimada e rotulada de animalófila! Não é perversão, é apenas e só demasiada imaginação. E de tanto começar a pensar que a raça humana já deu o que tinha a dar, pelo menos a mim, parti para outras aventuras… mas agora vejo-me privada da minha liberdade de expressão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde será que pára a alta autoridade que supervisiona isto dos blogs?!&lt;br /&gt;Quero fazer uma reclamação!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115833021282652356?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115833021282652356/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115833021282652356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115833021282652356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115833021282652356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/socorro.html' title='Socorro!'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115793017425561556</id><published>2006-09-11T00:07:00.000+01:00</published><updated>2006-09-11T00:35:11.033+01:00</updated><title type='text'>Sexo, coelho e néon</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Pois com um titulo destes acho que esta divagação de hoje dispensava introdução mas a bem dos que ainda estão a pensar em dar o benefício da dúvida, digo-vos já que não vale a pena! Acabou-se de vez o que era antes e agora ninguém sabe o que virá depois. Estou em queda livre, é o que é! E tomara eu saber o que amanhã me reserva quanto mais o resto da vida! Ai e antes de mais, novamente aqui se adverte que esta história é para maiores de dezoito anos! Nada de me virem depois acusar de andar a perverter mentes imberbes!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Hoje é o dia C, assim mesmo com letra grande e tudo. Hoje o coelho Tobias tanto me chagou, aliás durante toda a noite não me largou e escuso-me de referir onde estava ele agarrado para começar a coisa assim a modos que suavemente, que eu acabei por lhe prometer que da sua existência já tão longa e cheia de peripécias haveria de escolher um episódio engraçado para aqui transcrever. Não dava para ser a história toda porque este coelho danado tem um historial que contado ninguém ia acreditar. (&lt;em&gt;Até eu, destrambelhada como estou, me custou a engolir tanta coisa que por ele passou e há coisas nojentas garanto-vos! Mas hoje a coisa é para sair levezinha que para pesadelos pesados já me bastam os meus! Vamos é a ver se consigo não deixar a coisa descambar… não prometo nada que o ambiente hoje aqui está de arrasar!&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma manhã de verão, talvez a mais quente de que haja memória, estava o coelho Tobias a acordar quando de repente queria abrir os olhos e não conseguia! Tentou e voltou a tentar mas por mais que tentasse parecia-lhe que tinha as pestanas de cima coladas às de baixo com cimento. Primeiro entrou em pânico porque pensou que era castigo (&lt;em&gt;mau… já começa outra vez?&lt;/em&gt;) É que efectivamente na noite anterior tinha ultrapassado todos e quaisquer limites até para um coelho rodado como ele era (&lt;em&gt;camiões… rodas e rodas de camiões!&lt;/em&gt;) Seria talvez o calor que lhe apertava a sede de foder (&lt;em&gt;Pumba! Foi mesmo assim de chofre e sem aviso prévio nem asteriscos da treta nem nada!&lt;/em&gt;) mas tinha estado insaciável. Ora deixa cá pensar a ver se me lembro... acreditando na palavra dele foram: uma porca bem rechonchuda que se fartou de guinchar e ele com medo que julgassem que a estavam a matar… mas que era bem fornecida de carnes o raio da porca lá isso era, merecia bem mais um par de visitas num destes dias; uma galinha que quase o matou porque no estertor do momento virou-se-lhe e quase que lhe arrancava um olho com uma bicada certeira (&lt;em&gt;nota mental: riscar as galinhas para todo o sempre!&lt;/em&gt;); uma gata que ai… enfim… olhos verdes de esmeralda… o caraças do coelho quase que lá deixava o coração mas assim que se levantou do chão pensou e em dois segundos achou que ainda era novo demais para se prender a uma fêmea só; e no caminho para casa ainda tratou da saúde a duas macacas mas essas não contam porque fazem daquilo modo de vida e fizeram um curto intervalo no turno da noite para se divertirem com o coelhinho tão pequenino e tão fofinho e que bem que lhe soube a ele, ainda por cima entregar-se assim nas mãos de duas profissionais experientes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas passando em revista a noite Tobias não tinha feito nada de especial, tirando talvez a galinha, mas essa tinha sido bem feito que ele já devia estar careca de saber que as galinhas têm reacções espasmódicas involuntárias e que portanto são criaturas altamente perigosas. Nenhuma delas era virgem, nem casada ou sequer comprometida. Não que Tobias alinhasse nesses esquemas que por ele as relações eram todas livres e abertas que ele não tinha intenções de ser o coelho de ninguém. A ser o coelho de alguém seria então um coelho do mundo que assim mantinha a coisa bastante lata e dava sempre a desculpa que já pertencia a alguém quando lhe perguntavam se não pensava assentar. Bem, pelo menos seria de metade do mundo que a mente de Tobias era bastante flexível mas por enquanto não tinha vontade nenhuma de experimentar nenhum macho, muito pelo contrário. Mas saber que era de metade do mundo já o deixava satisfeito porque mesmo sendo só de metade tinha mais do que suficiente para manter o seu pardalito sempre bem quente! (&lt;em&gt;Pois o gajo apelidava o coiso dele de pardal. Homens! Vá-se lá entender a estranha relação que têm com o parceiro pendente! E eu aqui feita estúpida a escrever estas coisas… sinceramente às vezes nem eu própria me reconheço!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se não tinha feito nada de mal, ou pelo menos nada de anormal em comparação com as outras quatrocentas e trinta e cinco noites desde que tinha descoberto o seu pardal, porque raio de repente teria cegado? É que não via nada, nadinha de todo e se em noventa por cento das situações se movia por instinto, sempre havia os outros dez por cento em que lhe dava jeito ver alguma coisinha. Não, é que pior do que a morte para um gajo como o Tobias era mesmo ficar cego (e&lt;em&gt; eu acrescento talvez também ficar privado do uso do seu pardalito mas isto agora fica só entre nós que o gajo não admite que isso algum dia tenha acontecido ou venha sequer a acontecer! Homens! São todos iguais! Estais agora a ver porque não me apetecia nada escrever sobre as peripécias da treta do Tobias não estais?&lt;/em&gt;) Não, é que o gajo sem olhos não ia conseguir avaliar o material. Pois que era à primeira vista que ele decidia logo ali no momento se aquela já cá cantava ou não… tirando talvez a galinha que nessa ele engasgava-se sempre… devia ser da plumagem da sacana que o conseguia sempre confundir e fazer-se passar por pata choca ou faisoa. Raios das mulheres sempre com artimanhas! Mas enfim, no final acabava sempre por compensar e era por isso que ele ia continuando a experimentar. Sim pois parar é morrer! (&lt;em&gt;Alto lá ó coelho depravado! Voltemos lá ao episódio engraçado porque teres papado uns quantos milhares de fêmeas de centenas de espécies não te transforma em nenhum rei do mundo animal! Haja tomates para aguentar isto e eu felizmente não os tenho… já cornos…mas enfim, essa história está enterrada para o bem e para o mal! Eu e esta minha mania de andar a chafurdar no lodaçal do passado!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos portanto um coelho cego e desesperado porque sem olhos não tinha jeito nem modos de continuar a sobreviver (&lt;em&gt;exagero dele mas enfim, homens! Sem queca-em-perspectiva ficam logo altamente desesperados!&lt;/em&gt;) Decidiu então ir à bruxa por quem tinha um carinho muito especial, mas este era mesmo do tipo mais normal porque a bruxa era da espécie humana e ele ainda não se tinha aventurado a desbravar caminhos no corpo das mulheres dessa espécie… não que de vez em quando não se sentisse tentado mas achava que ainda não estava preparado e portanto lá se ia mantendo nos quadrúpedes. (&lt;em&gt;E as macacas não contam, já disse! Pensavam que agora me apanhavam distraída não era?!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bruxa ficou com pena dele porque o sacana do coelho conseguia sempre o que queria, era a tal coisa de apelar ao lado maternal das mulheres, que hei-de eu fazer… até a mim já o gajo me deu a volta e já me mantém noites acordada a pensar nas histórias dele e a fazer-lhe festinhas pelo pêlo macio… e a brincar com aquelas orelhinhas patuscas sempre tão espevitadinhas (&lt;em&gt;olha lá o que te vais pôr aqui a desvendar… o caraças da mulher! Concentra-te Mariani!&lt;/em&gt;) Pois ela revelou-lhe que ele tinha sido vítima de mau-olhado. Era difícil dizer que feitiço tinha sido aquele mas era mais do que normal alguém lhe andar por aí a querer mal. Provavelmente todos os machos do reino animal se teriam juntado e encomendado a maior praga de mau-olhado de sempre. Podiam tê-la direccionado ao seu pardalito e se calhar até tinham tentado mas como o pardalito felizmente não tem olhos continuou a fazer o seu servicinho sem ter acusado o toque. Enfim, fosse o que fosse a verdade é que ele queria ver-se curado que ainda tinha muito mundo por percorrer e muita fêmea para foder (&lt;em&gt;Ai! Coelho mau! Sim que eu tenho andado aqui arduamente a tentar evitar usar a palavra de 4 letras… ai mas ali estão 5 letras… a das 4 letras é a outra… mas que grande merda! Estou totalmente e completamente baralhada!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bruxa apiedou-se (&lt;em&gt;parvalhona! É impressionante como caem todas!&lt;/em&gt;) e disse-lhe que ia procurar uma maneira lá nos seus almanaques e livros bafientos. Durante sete dias e sete noites andou a encharcar a penca no pó dos ditos livros abençoados e ao fim desse tempo lá descobriu uma maneira de curar o coelho da tal cegueira. Mandou-o ir à floresta dos três colhões (&lt;em&gt;Ai! Mas o que vem a ser isto ó amiguinho? Tu não olhes para mim com esses olhos de coelho mal morto que hoje tás tramado comigo… e não penses que vais lá só com esses olhinhos não!&lt;/em&gt;) e procurar um letreiro grande e entrar pela porta que encontraria por debaixo do letreiro e depois lá se banharia numa água duma nascente mágica que possivelmente o curaria. O problema no meio disto tudo é que Tobias estava cego e portanto como é que o raio do coelho iria dar pelo letreiro é que eu ainda estou aqui a dar voltas à cabeça para perceber!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele era esperto, ou não fosse ele o Don Juan do reino animal (&lt;em&gt;sempre quis prestar a minha homenagem a essa grande figura mítica do imaginário feminino e portanto aqui fica ela prestada!&lt;/em&gt;) Assim que saiu da bruxa pôs-se a chamar pela gata, aquela que ele sabia que o queria todo e só para ela e que até o tinha feito hesitar dois segundos à custa daqueles olhos esmeralda… enfim! A estúpida da gata (&lt;em&gt;desculpem-me, mas esta história nunca mais acaba e eu já estou a ficar um bocado farta!&lt;/em&gt;) claro que se prontificou logo a acompanhá-lo e a ajudá-lo a encontrar a tal floresta. (&lt;em&gt;O filho da mãe fez-lhe promessas que não tencionava cumprir! Homens!&lt;/em&gt;) Assim acompanhado lá deu com aquilo (&lt;em&gt;que eu não vou repetir aqui o nome não senhor! Já basta por hoje não achas ó seu coelho indecente!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez chegados à floresta, Tobias teve que se aventurar sozinho, pois não valia conseguir achar o tal letreiro com ajuda. Fartou-se de andar por ali às voltas e claro, como não via nada já achava que aquilo tinha sido uma grande piada e começava até a pôr em causa os motivos da cabra da bruxa (&lt;em&gt;cabras outra vez?! Isto tá mau…&lt;/em&gt;) Mas enquanto ele tão maliciosamente a denegria, a bruxa que tinha um coração de ouro, (s&lt;em&gt;im que toda a gente sabe que as boazinhas por dentro são na realidade as bruxas e não as fadas e que esse é o maior segredo de sempre dos contos infantis!&lt;/em&gt;) a bruxa que estava a segui-lo de perto e que já o tinha visto passar pelo letreiro sem o ver uma boa dezena de vezes resolveu dar uma ajudinha (&lt;em&gt;e fazer batota pois claro! Mas prontos… se soubessem os truques que este menino faz com as orelhas! Mas cala-te boca senão ainda daqui sai asneira da grossa!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estando Tobias assim caidinho no chão e mesmo à beira do letreiro a bruxa saca da varinha mágica (&lt;em&gt;pois! O quê? Não me digam que nunca viram o Harry Potter?!&lt;/em&gt;) e plim! Apareceram umas luzinhas de néon cor-de-rosa electrizante a cobrir todo o letreiro e de repente Tobias olhou e viu uma neblina rosa à sua frente e como farto de cinzento estava ele atirou-se nessa direcção de cabeça e sem hesitar. E ao inferno, digo, à tal fonte foi parar. E nela se banhou e nela se curou e fim de história que estou com uma dor de cabeça que não me aguento! O coelho hoje não me escapa que eu cá só conheço uma maneira infalível de curar as enxaquecas (&lt;em&gt;como?! As vossas mulheres nunca vos disseram que pinar as curava?! Ai… pois…olhem não sei que vos diga… hummm… se calhar só funciona comigo… deve ser isso…&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115793017425561556?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115793017425561556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115793017425561556' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115793017425561556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115793017425561556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/sexo-coelho-e-non.html' title='Sexo, coelho e néon'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115785502239660292</id><published>2006-09-10T03:18:00.000+01:00</published><updated>2006-09-10T03:32:19.986+01:00</updated><title type='text'>Marruca, a cabra montês</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Continuo nas minhas divagações pelo reino animal, e fico-me pelos caprinos e bovinos por enquanto… mas estou com uma enorme vontade de me amandar aos canídeos também, é que tenho esta mania que um lobo me mordeu um dia e desde então nas noites de lua cheia é um ver se te havias! Cá para mim é só uma desculpa para puder alucinar enormemente nesses dias! Enfim, mas a lua cheia já passou e eu agora sinto-me novamente mais bovina que doutra raça qualquer. Embora esteja uma história prometida sobre um franganito que me fascina, e não é aquele da Disney que parece plastificado e cheio de silicone, nada disso! E também há a história do coelho Tobias que volta e meia me aparece aqui para me coçar as tetas… Ai! Mas alto e pára o baile de animais que vai aqui nesta cabeça maravilha que hoje a história é a da Marruca que tem estado todo o tempo caladinha e por isso mesmo merece ser destacada que os outros já me estão a deixar irritada!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Marruca era uma cabra danada que não era nada como as outras que tinham a mania que eram domesticadas e boazinhas e se deixavam ordenhar com facilidade aquele leite tão puro que depois em querendo tudo dele se fazia (&lt;em&gt;ai mas isso não era com leite de burra? Agora fiquei baralhada! É que ser uma burra não dava jeito nenhum para a história pois que eu saiba as burras não tem cornos. Ai mas tá aqui o coelho Tobias a dizer-me que as cabras também não tem cornos! Tou lixada que a história já me tá a começar torta e era mesmo preciso um animal com cornos que não fosse uma vaca porque as vacas não andam para aí danadas pois se andassem lá está, por causa do medo das vacas loucas seriam sumariamente exterminadas&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digamos que para bem da narrativa e da saúde mental periclitante da autora, que havia uma sub-espécie de cabras monteses que tinham cornos e prontos, fica a coisa arrumada. Esta era a pior delas todas. Tinha nascido insubordinada e era de tal forma que não havia jeitos de a manter sossegada. O dono tinha tentado de tudo. Até espancamentos! (&lt;em&gt;Mau que isto hoje ainda descamba! Também quem me manda a mim começar a escrever uma história a meio da noite!&lt;/em&gt;) Mas nada parecia quebrar Marruca. Tinha uma determinação férrea e só fazia o que lhe dava na sua cabral gana (&lt;em&gt;Cabral é nome e não adjectivo? Ó que pena… e eu a achar que o trocadilho agora me tinha saído bem!)&lt;/em&gt; Levantava-se quando queria, comia quando lhe apetecia e se não estava bem toda a gente, perdão, todas as cabras o sentiam. Batia com os cascos no chão (&lt;em&gt;ó menos as cabras tem cascos não?!&lt;/em&gt;), e lançava assim uns grunhos que pareciam espirros mal amanhados como se estivesse a tentar bufar com a boca fechada. Era má como as cobras (&lt;em&gt;olha outra… mas as cobras não são más, muito pelo contrário, e eu um dia também hei-de escrever sobre isso!&lt;/em&gt;), e de vez em quando atravessava-se-lhe um vermelho pelos olhos e ela marrava fosse o que fosse que lhe aparecesse à frente. Às vezes a coisa corria-lhe mal e já tinha partido uns quantos dentes e lascado um pouco os cornos com tanta marrada que dava sem ver bem aonde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, porque tem que haver sempre um dia em todas as histórias da treta, Marruca acordou de manhã e não viu ninguém. Estava tudo deserto e abandonado e ela perguntou-se se acaso teria morrido e estaria já no céu dos caprinos (&lt;em&gt;o raio dos meus animais acreditam todos no céu mesmo que eu não acredite! Que posso eu fazer… não tenho mão neles!&lt;/em&gt;) Mas ainda se sentia meio dorida duma marrada que lhe tinha saído ao lado no dia anterior, precisamente para o lado do pinheiro mais largo que havia por ali e tinha ficado tão zonza que chegou a temer pela vida. E que ela soubesse no céu os animais deveriam sentir-se aliviados e não assim tão desconfortados como ela estava. Portanto não tinha morrido mas algo se tinha passado durante o sono que tinha levado todos os animais a abandonarem aquelas pastagens. Ela como não queria saber de ninguém, resolveu ficar por ali. Tinha preguiça de ir procurar outros sítios e assim como assim sempre sobrava mais pasto para ela agora que os outros tinham dado de frosques (&lt;em&gt;olhó português… que me perdoem as criancinhas em idade escolar que espero que não estejam a ler isto que nenhum paizinho no seu juízo perfeito devia deixar os meninos andar a vaguear assim à solta pela Internet e se você leitor incauto faz parte dessa faixa etária faz favor ir dizer ao seu paizinho que está a ler textos que não são para a sua idade e sujeite-se ao castigo que daí lhe advier! Ai eu e os castigos… hoje tou com vontade de apanhar, ai pois tou!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aqui se terá que introduzir outro personagem pois que uma história com uma cabra só tem tendência a tornar-se monótona portanto aqui vai disto! Andava Marruca a saltitar pelas pastagens quando deu de caras com outra cabra. Não era da mesma espécie do que ela. Tinha um pelo mais comprido e mais escuro e uns cornos que desenhavam vários círculos (&lt;em&gt;prontos, agora é que já tá o caldo entornado mas para o desenrolar da história tem mesmo que ser duas cabras e uma com os cornos maiores do que a outra!&lt;/em&gt;) Marruca ficou intrigada e resolveu ir investigar. A outra ao princípio não lhe ligou nenhuma mas depois lá se cumprimentaram e começaram a falar. A outra cabra chamava-se Furacús (&lt;em&gt;mandai as criancinhas para a cama e já!&lt;/em&gt;) e Marruca sentiu um arrepio na espinha só de pensar. Ainda por cima era esse mesmo o seu ofício, ou seja, havia muitas cabras que nasciam com eles tapados e depois chamavam Furacús para lhes ir abrir os orifícios porque sem eles as cabras obviamente que morriam. Ainda por cima eram mortes terríveis porque as coitadas começavam a inchar e a inchar tanto que acabavam por rebentar despejando cá para fora todos os conteúdos nojentos e tóxicos que se tinham ficado lá por dentro a acumular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que eu não preciso de nada disso pensou ela! Pois só de pensar em levar assim com um corno no cú a sangue frio e sem anestesia… vá lá vá! Habituaram-se as duas a passarem os dias juntas, trocando histórias, uma das maiores marradas que já tinha dado e mostrando as cicatrizes e a outra das centenas de orifícios que tinham visto a luz do dia graças aos seus cornos maravilha (&lt;em&gt;ai que já me doem os cornos, perdão, os olhos!&lt;/em&gt;) Um dia Furacús levantou-se mais cedo do que o habitual e foi inspeccionar o corpo de Marruca. O seu olho clínico tinha-lhe indicado que algo estava ali mal e o vício profissional não a deixava passar aquilo assim em branco. E era como ela temia! Marruca não tinha um dos orifícios tapados, senão já lhe tinha dado o badagaio ainda antes desta história começar, mas tinha o outro. De tão tapado nem se conhecia sequer o sítio onde ela devia levar a cornada. Isto se algum dia quisesse ser fecundada, claro! (&lt;em&gt;Devo dizer que o coelho Tobias declarou agora mesmo o seu desinteresse total e completo por esta história da trampa porque fêmea sem orifícios não é fêmea nem é nada! Cá para mim o gajo tá mas é amuado porque queria que eu contasse a história dele… mas hoje não me apetece nada, portanto azar!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Furacús falou longamente com Marruca sobre o seu problema. Era uma fêmea mas assim nunca poderia dar à luz. Aliás ainda antes do ovo posto, o coiso do macho não encontraria sequer lugar por onde entrar. Que dilema meu deus! (&lt;em&gt;E o raio dos animais que me saem todos religiosos quando eu não sou nada!&lt;/em&gt;) Deixaria ela Furacús dar-lhe uma cornada ou viveria ela sabendo que a sua linhagem estaria condenada por falta de descendência. (&lt;em&gt;Eu por mim vetava já as cornadas que eu cá sou contra a violência! Mas a cabra é que sabe que felizmente o cú é dela e não meu!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marruca andou desorientada durante uns tempos. Por um lado não queria levar uma cornada lá num certo sítio mas por outro se não o fizesse nunca poderia vir a ser mãe (&lt;em&gt;olha outra com consciência, mas que merda de imaginação a minha, perdoem-me lá o palavrão na esperança que as criancinhas já estejam todas a fazer óó na caminha!&lt;/em&gt;) Para bem do desenrolar da trama (&lt;em&gt;e porque eu quero ir dormir!&lt;/em&gt;) vamos então assumir que Marruca se consciencializou que lá teria que levar a cornada porque o que tinha que ser tem muita força e mais nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Furacús preparou-se longa e psicologicamente porque normalmente não era aquele tipo de orifícios que ela abria, mas algum dia teria que ser. Sem anestesia nem nada, Marruca sujeitou-se então ao pior que um dia pode acontecer a qualquer cabra que é levar uma cornada nas partes mais sensíveis, seja ela a pedido ou não! Pumba! Lá foi disto! E digo-vos que a coitada até viu estrelas e eu sei porque fui lá dar uma espreitadela e vi as estrelinhas assim a rodarem à volta da cabeça dela enquanto o sangue lhe jorrava pelo novo orifício aberto mesmo abaixo do cú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Ai que já perdi o fio à meada e já nem sei qual era o propósito desta história… mas olha ali vai um fio! Deixa lá pegar nele para ver onde me leva!&lt;/em&gt;) Marruca que agora já era uma fêmea a sério encontrou um coelho que por ali se passeava (&lt;em&gt;ai o sacana!&lt;/em&gt;) e conversa puxa conversa e quem se ficou a rir disto tudo foi o coelho Tobias que conseguiu engatar e inaugurar o novo orifício da cabra Marruca. Se foi ou não com as orelhas desta vez não quero saber que estou demasiado cansada e se apanho aqui o coelho hoje esfolo-o vivo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande bem-haja a todos que por aí andam que espero serem maiores de idade senão quem fica com problemas de consciência sou eu que já não basta andar a disparatar por tudo quanto é lado e ficaria mais descansada se soubesse que não há por aí criancinhas inocentes a meterem o bedelho onde não são chamadas que estas coisas de penetração de orifícios tem tempo, muito tempo, para perceber do que se trata!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115785502239660292?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115785502239660292/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115785502239660292' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115785502239660292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115785502239660292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/marruca-cabra-monts.html' title='Marruca, a cabra montês'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115780211398805994</id><published>2006-09-09T12:41:00.000+01:00</published><updated>2006-09-09T12:41:53.996+01:00</updated><title type='text'>Precisa-se!</title><content type='html'>Procura-se e dão-se alvíssaras a quem encontrar uma senhora séria, cumpridora e respeitadora mas também carinhosa, atenciosa, solidária e masoquista para vir tomar conta de mim. Andei à procura de um Homem durante algum tempo mas por motivos que desconheço parece que eles se alhearam completamente de mim e tanto que me sinto praticamente transparente. Não me olham, não me falam, nem sequer aqueles grunhos irreconhecíveis de manhã já me dirigem…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou de alma ferida e dorida e preciso de uma mulher que me venha acarinhar e tratar. Preciso de muitas festinhas e de muitos mimos e de conversar até rebentar (de preferência de cabeça deitada sobre um amplo e terno seio maternal). Preciso de deixar sair o veneno que se acumula lá dentro e que não me deixa ser quem eu queria e fazer o que me apetecia. Eu sou vaqueira sim. Livre e desimpedida e com tempo em excesso e de sobra para mim. O meu cabresto anda meio sem graça e tenho andado a falhar toda e qualquer tentativa de conseguir enlaçar e puxar vaca ou boi para a minha beira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinado, mulher à beira do desespero, isto é, eu própria...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115780211398805994?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115780211398805994/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115780211398805994' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115780211398805994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115780211398805994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/precisa-se.html' title='Precisa-se!'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115767550263079816</id><published>2006-09-08T01:30:00.000+01:00</published><updated>2006-09-08T01:31:42.640+01:00</updated><title type='text'>Vaqueira azul</title><content type='html'>Pois acontece também que nem todas temos os nossos dias de nos apetecer ir lançar o cabresto às vacas e aos bois que nos rodeiam. Eu em querendo e em estando para aí virada sou das melhores vaqueiras aqui das redondezas mas hoje parece que ando enjoada. Ou foi alguma coisa que comi e não ingeri ou é mesmo daquelas alturas do mês em que a vida parece que está naquele vai-mas-não-sai que a gente só quer que o tempo passe muito rapidamente porque eu não gosto nada de estar assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida devia ser uma festa permanente. A trampa toda é conseguir que a gente se aguente! E os seguidores de Deus, Buda ou Alá e que mais divindades me perdoem mas não, eu cá não compro toda essa culpa derivada dos vícios que mais prazer nos dão. Há limites, há sempre limites. Mas hoje em dia as coisas estão tão diversificadas, para não dizer mesmo difusas, que há regras que apetece mesmo quebrar só para chatear. É que a vida se faz das pequenas coisas enquanto outros andam tão distraídos a planear as grandes que um dia e sem se aperceberem cai-lhes um piano em cima e zás! Lá vai tudo por água abaixo e neste caso até com direito a um elogio fúnebre desafinado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que não sou mais nem menos do que ninguém (e o que eu gosto desta expressão patusca que não quer dizer coisíssima nenhuma!), eu acho do alto do meu metro e quase setenta, o que faz de mim uma vaqueira de altura razoável para não dizer considerável mas sem exagerar senão as outras ainda me caem todas em cima, que vida como esta só temos uma e está bem que por breves períodos a gente tenha que pensar no bem estar geral e na produtividade colectiva, mas ao final do dia, a gente somos só uma entre milhões e portanto em termos globais o resto está-se mais ou menos a marimbar se a gente produz muito ou pouco ou mesmo nada de nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é nesses momentos ao final do dia que a gente em conversa connosco próprias chegamos à brilhante conclusão que lá se foi mais um dia e que se não aproveitamos o próximo quem sabe se haverá mais algum e portanto temos este momento altamente umbiguista em que nos viramos para nós próprias e nos aplicamos uma boa biqueirada no traseiro porque uma vaqueira não foi feita para estar aqui azul de tanto pensar em possibilidades metafísicas que só poderão ocorrer num futuro longínquo. Biqueirada aplicada e prontamente sentida e nesta noite que marca a viragem da lua em direcção a um ciclo que acaba, ou que começa consoante o ponto de vista, eu aqui declaro guerra a todos os planos de longa duração que algum dia na minha mente se infiltraram. Os planos são tão bons como bolas de sabão prestes a rebentar. E a precisão com que se desenrolam é motivo suficiente para nos levar a desistir de algum dia tentar apanhar (sem rebentar!) uma bola de sabão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais outro assunto de momento, esta vaqueira cansada parte pois agora em busca do sono retemperador que tarda (sempre) em chegar. As vaqueiras já deviam ter ultrapassado esta necessidade básica que é dormir… pura perca do tempo precioso e cada vez mais escasso! Se eu não dormisse poderia escrever cinco histórias numa noite em vez de apenas uma! Mas provavelmente endoideceria cinco vezes mais rapidamente também… E pensar cansa, mesmo para uma vaqueira temerária e destrambelhada como eu…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115767550263079816?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115767550263079816/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115767550263079816' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115767550263079816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115767550263079816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/vaqueira-azul.html' title='Vaqueira azul'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115766032508204042</id><published>2006-09-07T21:18:00.000+01:00</published><updated>2006-09-07T21:23:37.266+01:00</updated><title type='text'>Oele e Aela, os extraterrestres exigentes</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Esta história já não é de agora. Esteve guardada durante algum tempo à espera de ser arejada. Hoje apeteceu-me finalmente mostrá-la até porque por ela tenho um carinho muito especial. Gostei muito de a escrever e hoje dedico-a a todos aqueles que nunca se sentem satisfeitos com aquilo que têm. Hoje não me apetece ser irónica nem sarcástica nem bem humorada e portanto mantenho-me aqui calada. Deixo a minha história falar por si… e por mim.)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez… dois extraterrestres que viviam numa terra muito distante, do outro lado do universo, lá onde já não chega e já não brilha o nosso sol. Viviam juntos e sozinhos num pequeno planeta violeta. Oele era o mais sério, e Aela a mais convencida. Achavam eles que a vida que tinham é que era! E que eles é que sabiam mas também não havia por ali mais ninguém para os contradizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No planeta violeta não havia noite e dia. A luz era sempre constante, nem muito fraca, nem muito forte. Por isso os nossos amigos dormiam apenas e só quando lhes apetecia. Passeavam e conversavam e de vez em quando comiam. Como tinham corpos pequenos e disformes, não precisavam de grande alimento para se manter em forma. Dirigiam-se a uns prados violeta que por lá havia onde cresciam uns cogumelos mágicos e potentes. Bastava uma trinca para se sentirem grandes e diferentes! Depois andavam por lá às voltas, um atrás do outro às cambalhotas e riam-se muito. Aquilo é que era vida! Dois amigos destemidos, com um planeta violeta inteirinho só para eles! Às vezes sentavam-se à conversa um com ou outro, pois se não havia por lá mais ninguém! Mas sentiam-se bem assim, só os dois naquele planeta violeta! Não sabiam que idade tinham, nem como lá tinham ido parar… mas adoravam ali estar! Nada lhes faltava… tinham terra, água, luz, sombra, comida e a companhia um do outro. Nunca se questionavam porque assim seria, nem sequer achavam que haveria de acabar tudo um dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas chegou um dia em que o planeta violeta começou a dar sinais de mau estar. Arrotava por todos os lados, toda a sua terra tremia e abria buracos… às vezes brechas tão fundas que Aela quase morria de susto. Agarrava-se ao seu Oele e pedia-lhe que nunca a largasse porque ela pela primeira vez na vida tinha medo! Tinha medo de ser engolida por aquelas brechas profundas. Oele tentava tudo para a acalmar mas Aela tremia quase tanto como aquela terra moribunda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que começou a ser demais, e os nossos amigos já nem se conseguiam levantar sem cair. Toda aquela terra se tinha tornado numa massa esponjosa e gelatinosa e já nem havia árvores onde se pudessem agarrar! Foi então que Oele decidiu pegar na sua Aela e ir à procura doutra terra onde morar. Ela não queria! Ainda teimava que aquilo voltaria ao lugar. Que poderia ser apenas um sintoma passageiro no seu velho planeta violeta. Ela queria esperar e Oele começava a desesperar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez então um acordo com ela. Iriam na sua nave espacial explorar o universo. Com tantas galáxias por aí espalhadas, haveriam de encontrar um planeta adequado. Mas teria que ser entre os dois combinado! Teriam que gostar os dois desse novo planeta desejado. Caso contrário continuariam a procurar até ao fim dos seus dias… Oele sabia que não iria ser fácil, pois conhecendo a sua Aela como conhecia… temia as exigências que ela lhe faria! O planeta violeta tinha sido o seu paraíso e nada do que encontrassem se lhe compararia! Foi de coração apertado que pegou nela e com dificuldade se dirigiram para a nave espacial ali encalhada. Instalaram-se e arrancaram sem olharem para trás. Aela queria reter na sua memória o planeta violeta como tinha sido e não como era agora. Depois de muito andarem ouviram ao de longe um ruído… Oele espreitou pelo telescópio da nave e onde antes tinha avistado um pontinho violeta… agora já não via lá nada. O planeta violeta tinha sucumbido e desaparecido! Ele nem disse nada a Aela com medo que ela não acreditasse nele e quisesse voltar atrás para ver com os seus próprios olhos. Ficou um bocado apreensivo porque também ele tinha acalentado a vaga esperança que o planeta violeta melhorasse um dia para que para lá pudessem voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começava agora a tarefa mais penosa… encontrar um novo planeta para habitar! O primeiro planeta que viram era todo amarelo, o que enervou logo Aela. Aquela cor não lhe dizia nada… era deslavada, quase doentia! Mas para fazer a vontade a Oele acedeu em visitar o planeta amarelo. Para já era mais frio que o violeta e Aela já tremia só de pensar que teria que passar ali os seus dias! Depois era maior também. Os seus horizontes pareciam inalcançáveis por mais que andassem e corressem. Aela já estava farta de ver e engolir tanto pó amarelo que se desprendia do solo do planeta ventoso. Aquilo não lhe agradava mesmo nada! Andaram e andaram e nem sequer encontraram comida nem água. Até Oele concordava que aquele planeta não servia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir encontraram um planeta todo azul! Era mais escuro que o planeta violeta, mas Aela já tolerava melhor aquela cor mais suave. Saíram para explorar. Ao contrário do que pensavam o planeta era bem quente! Tão quente que já estavam os dois a suar. Aela ficou passada com aquela temperatura elevada! Ai que saudades que ela tinha do seu planeta violeta de temperatura sempre amena… É que nem se aventuraram mais por ali fora porque Aela recusou-se a ficar! É que nem pensar! Ela é que sabia a temperatura que mais lhe convinha. E aquele planeta azul não prestava para nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu-se um planeta verde, demasiado aquoso e Aela não sabia nadar nem gostava do mar… e um planeta laranja que cheirava a fruta e Aela só pensava no seu planeta violeta e no cheiro que dele se despegava e que não tinha nada a ver… este era demasiado enjoativo! E um planeta castanho… que nenhum dos dois gostou porque a cor era demasiado baça e repelente. E um planeta negro que não tinha luz e que também não agradou a nenhum dos dois. E um planeta vermelho, demasiado berrante e ofuscante. Se o negro não os permitia ver, este quase os cegava com a intensidade e brutalidade da sua cor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tristes e desiludidos Oele e Aela já não sabiam o que fazer. Começavam a achar que nunca mais iriam encontrar um lugar para morar e que ali naquela nave acabariam por morrer… Oele olhava para a sua Aela que já não era a mesma de sempre… parecia uma sombra de si mesma… cada dia que passava parecia que definhava! “Ai o que é que eu faço se ela se me fina?” pensava Oele desesperado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram centenas de planetas… é que foram centenas e centenas! Em todos havia defeitos. Na temperatura, nas paisagens, no ar que se respirava, na comida que sobejava ou faltava, na luz que ou era demais ou era de menos. Nada agradava a Aela que cada vez mais se agarrava à memória do seu planeta violeta. Oele já só pensava que ela um dia morreria… e ele também com ela iria porque não sabia como viver sem a sua amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia em que já viajavam sem destino de repente a nave encalhou! Oele nem percebeu o que se passou. Estava meio adormecido e quando despertou e olhou… o que viu deixou-o completamente siderado! Tinham aterrado num planeta multicolor! E maravilhoso! Que paletes, que misturas… E agora, como convencer Aela que era mesmo aquilo que ele queria?! A sua querida Aela que no chão da nave jazia… já sem forças para sentir… nem o via, nem o queria. Pegou nela ao colo e levou-a para fora da nave. O ar puro despertou-a e ela abriu os olhos devagar… Que sítio era aquele?! Não era igual a nada do que já vira. A temperatura era amena… a fazer lembrar-lhe o seu planeta violeta. A mistura de cores assustava-a mas aos poucos ia-se habituando às árvores verdes, castanhas e amarelas… ao rio transparente e multicolor povoado de peixinhos vermelhos, laranjas, brancos, prateados… A terra era sem igual. E porque é que no seu coração qualquer coisa ainda se apertava… porque é que ao fechar os olhos era só do planeta violeta que se lembrava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para fazer a vontade a Oele deixou-se andar por ali. Era melhor do que os outros planetas todos que tinham encontrado. Mas não era o seu planeta violeta. E Aela punha defeitos onde não os havia! Era tudo bom, mas não era igual. Acontecera o que Oele mais temia. Nada se iria comparar ao seu planeta violeta, por mais que ele lhe falasse, parecia que ela nem o ouvia! Tinha deixado o coração lá no outro lado do universo. E continuava a achar que ela é que sabia, e que não era aquilo que ela queria! Mas por ali resolveram ficar porque andavam esgotados de tanto viajar. A comida era boa e saborosa. e os frutos das árvores eram sumarentos e deliciosos. Aos poucos Oele e Aela foram-se acostumando aquela terra diferente. Este planeta era muito maior do que o planeta violeta. À medida que recuperavam as forças e o iam explorando, Oele cada vez mais ia gostando do sítio onde tinham encalhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só Aela suspirava ainda… com saudades do que tinha sido, sem conseguir gozar na plenitude o que era agora. Até que um dia Oele chegou-se ao pé dela e disse-lhe: “Minha querida Aela… eu sei que este planeta não é o planeta violeta… mas o planeta violeta já não existe! E se pensares bem… este até é melhor do que o planeta violeta! Podíamos estar aqui tão bem se tu esquecesses o passado! Esquece o planeta violeta! O planeta violeta já não existe!” Ai o que Oele lhe foi dizer! Ela não sabia que o seu planeta tinha implodido! Foi como se uma faca lhe trespassasse o coração! Aquilo soava-lhe a traição! Porque é que só agora e passado tanto tempo é que Oele lhe comunicava o final terrível do seu planeta violeta? Aquilo cheirava-lhe a mentira dele! Ele queria ficar ali e queria convencê-la que ali é que estavam bem… O que iria ela fazer? Iria ela finalmente ceder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos agora aqui ficar dias e dias infindos… Aela era orgulhosa e não queria dar o braço a torcer. Claro que amava muito Oele e só por isso lhe pesava um bocadinho a consciência. Estavam num impasse brutal… ela sem querer admitir… ele querendo que ela aceitasse… e deixando instalar uma distância brutal entre eles… distância essa que lhes poderia ser fatal!&lt;br /&gt;Até que um dia Aela teve um sonho. Sonhou que estava no seu novo planeta e que ali se sentia feliz. E que de repente já não pensava no seu lindo planeta violeta e começava a achar que às tantas ele nem nunca tinha existido. Acordou estremunhada e foi à procura de Oele. Viu-o a banhar-se no rio, tão feliz e adaptado que estava já aquele lugar. Só havia ainda uma sombra no seu olhar. Aela aproximou-se dele e disse-lhe enfim que gostava de ali estar! E que com ele queria ficar e que no fundo não lhe importava o lugar! Desde que pudessem para sempre se amar…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115766032508204042?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115766032508204042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115766032508204042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115766032508204042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115766032508204042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/oele-e-aela-os-extraterrestres.html' title='Oele e Aela, os extraterrestres exigentes'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115757868060624338</id><published>2006-09-06T22:26:00.001+01:00</published><updated>2006-09-07T10:39:50.790+01:00</updated><title type='text'>Vacas e coelhos</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Às vezes também me apetece escrever sobre coisas mais estranhas. É nestas alturas que acho que estou a avariar ligeiramente mas se não fossem as alucinações/visões que de vez em quando tenho também não teria assunto para encher páginas e páginas virtuais de coisíssima nenhuma!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez uma vaca chamada Cristina (&lt;em&gt;e que me perdoem as Cristinas todas que me conhecem e as que não me conhecem também que eu não tenho nada contra esse nome. Pelo contrário se há nome que eu poria a uma vaca se tivesse uma seria precisamente este!&lt;/em&gt;) Era uma das vacas mais bonitas do estábulo e eu gostava de saber desenhar uma vaca porque se soubesse aqui poria uma imagem enaltecendo as curvas fantásticas desenhadas pelas suas manchas que intrigavam todos os animais que para ela olhavam, fossem ou não fossem da mesma espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era difícil dizer o que se passava na cabeça de Cristina. Quem olhasse para aqueles olhos em forma de amêndoa tão doces que deles parecia que escorria mel e para aquele focinho tão patusco e rosado haveria de pensar que dentro de Cristina se escondia uma alma bondosa e sempre pronta a ajudar. O que era de facto o caso porque Cristina gostava muito de ser prestável e nunca se recusava a fazer fosse que tarefa fosse mesmo aquelas que lhe custavam mais como a extracção de leite das suas tetas que lhe custava horrores e havia até dias que saía de lá com as tetas a sangrar e até problemas de consciência tinha só de pensar nas pobres criancinhas que iriam beber aquele leite misturado com pingos do seu sangue. Até tinha falado disso ao proprietário mas ele tinha-se rido e encolhido os ombros que as máquinas disto e daquilo depois limpavam tudo e ela que não se preocupasse com ninharias e continuasse a produzir o leitinho senão tínhamos o caldo entornado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Uma vaca com consciência… meu deus que mais me irá ocorrer?)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Poderia dizer-se que Cristina tinha uma vida simples. Comia, dormia, era ordenhada e ruminava muito como todas as outras vacas suas vizinhas. Tentava não se meter na vida das outras mas como era diferente porque lá está, era uma vaca fisicamente interessante (&lt;em&gt;por muito que custe a alguém pensar que há vacas que são sexy sem se desatar a rir&lt;/em&gt;), despertava a inveja e a raiva nas outras que a olhavam sempre de lado com olhares de desprezo e ódio. Nem se imagina o quanto Cristina sofria com o facto de não lhe darem sequer uma hipótese de mostrar como era possuidora de uma alma caridosa e lá porque tinha uma pelagem macia e apelativa e uns corninhos adoráveis de pequeninos e redondinhos. E nem sequer vou começar a falar das tetas porque há lá coisa mais boa do que 5 pares de tetas tão cor-de-rosinhas e perfeitas que só visto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Daqui a uns parágrafos será melhor chamarem os senhores dos casacos que se vestem ao contrário porque eu estou a ficar excitada só de pensar nesta vaca! E não admito que me digam que não há modos de uma vaca ser apelativa porque há. Qualquer animal ou objecto pode ser apelativo desde que se esteja com disposição para deixar entranhar-se em nós um sentimento de atracção. E muita imaginação à mistura também ajuda claro!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O que mais incomodava Cristina eram os olhares que lhe lançavam os bois. Olhavam para ela duma ponta à outra deixando o seu olhar cair por longos instantes pelas tetas que ela sentia enrijecer por muito que ela tentasse não mostrar o quanto se sentia afectada. Que coisa esta, ser apenas olhada como um bocado de carne que efectivamente era, mas um bocado de carne com consciência não gosta de ser olhado apenas como um bocado de carne. Ela não queria que a olhassem assim, não gostava de ser atraente nem atractiva nem nada dessas coisas que parecem mal a qualquer vaca que se preze e que não devia pois ter consciência de nenhuma espécie. E os sorrisinhos parvos estampados nas fuças dos bois que se babavam à sua passagem como se não quisessem mais do que monta-la e aliviar-se de todo o esperma acumulado naqueles seus enormes tomates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(E sinto que tá quase na hora de chamar os homens para me levarem! Solitária comigo sem apelo nem agravo e sem nada que me possa servir para escrever ou masturbar!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ainda por cima Cristina já tinha ouvido outras vacas dizerem que quando mais montadas fossem mais tenrinhas ficavam as suas carnes. Que fosse porque razão fosse a penetração amolecia-lhes os lombos e os bifes ficavam mais deliciosos. E o proprietário sabia disso e sempre que estava a pensar vender uma das vacas mais velhas ponha-a ao pé dos bois para que se deliciassem com ela tanto quanto possível até que as carnes ficassem tão moles que a desgraçada da vaca já quase nem conseguia pôr-se de pé (&lt;em&gt;ou era disso ou era das dezenas de bois que acabavam por enfiar o seu dito cujo nos vários orifícios da vaca e só não era mais do que um ao mesmo tempo por uma mera questão de espaço que os bois não são nada pequenos e imagino que os coisos deles também não sejam… embora confesso que nunca vi nenhum que a mim me atraem mais as vacas do que os bois.&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia fatídico, pois que na vida duma vaca tem que haver sempre um dia fatídico, estava Cristina muito bem sossegadinha a ruminar as ervinhas no seu canto quando ouviu assim uns pssstt! pssttt! Ao princípio nem ligou aquilo porque ela era uma vaca sempre muito metida consigo própria e nunca metia o badalo onde não era chamada. Mas depois sentiu assim umas comichões numa das patas de trás e relutantemente se virou porque uma vaca normalmente demora algum tempo a deixar o seu lugar que não é fácil arrastar com tantas toneladas de quilos mesmo para uma vaca sexy como era Cristina. Mesmo virando-se assim lentamente quase que pisou quem a chamava que não era outro senão o coelho Tobias. Este coelho merecia uma história só dele porque tinha muitas manias entre as quais estava uma que o levava a cometer as maiores loucuras que era a de não saber qual era o seu lugar no reino animal. (&lt;em&gt;Infelizmente para ele eu hoje estou mais inclinada para a vaca Cristina mas fica aqui uma nota mental para que um dia me debruce a sério sobre a história do coelho Tobias&lt;/em&gt;). Tobias tinha a mania das grandezas e desde pequenino que se fartara de ser coelho e com pompa e circunstância tinha anunciado que nunca na vida ele se sujeitaria a uma vida de coelho quando tinha todo um reino animal à sua disposição. Ao que os outros coelhos encolheram os ombros e mandaram-no ir arejar para ver se aquilo lhe passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que depois de algumas peripécias que ficam por contar que o coelho Tobias um dia chegou ao estábulo da vaca Cristina. Chegou de noite e nem se apercebeu bem onde estava e só de manhã quando acordou e esfregou os olhos… bem! O raio do coelho quase teve uma síncope e não foi por causa do enorme tamanho da vaca que distraidamente ruminava à sua frente! Pois não! Tobias acabara de ter uma visão! Nem que fosse a última coisa que ele faria na sua miserável vida de coelho mas esta vaca não mais se haveria de esquecer que um dia se tinha atravessado no caminho do coelho menos coelho que algum dia houvera aparecido nas histórias de gente destrambelhada sem mais nada para fazer do que inventar visões de relações impossíveis de tecnicamente impraticáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas felizmente para o rumo desta história que agora se escreve, Tobias não queria saber que nunca ninguém tinha ouvido, visto ou escrito sobre uma relação entre um coelho e uma vaca (&lt;em&gt;e felizmente para ele a autora é suficientemente doida para alinhar neste esquema que se prevê trágico-cómico!&lt;/em&gt;) Aquela vaca senhores, era a mais bela criatura que Tobias algum dia tinha visto! “Maravilhosa, fantástica e sensual vaca”, pensou Tobias, “que hoje serás minha nem que para isso eu tenha que usar de todo o meu engenho e arte para veres que um coelho pode ser melhor amante do que qualquer outro animal de qualquer outro tamanho!” Cristina bem percebeu que aquele coelho a olhava de uma forma estranha mas achou que talvez fosse míope ou seja lá que distorção ocular torna os objectos bem menores do que eles na realidade são. Começaram a conversar e ele prontamente se apresentou como Tobias na forma de coelho mas só em corpo que ele em espírito seria o que ela quisesse que ele fosse, só para lhe agradar! Cristina achou piada ao coelho que até era fofinho apesar de ser pequeno e todas nós mulheres sabemos, mesmo não sendo vacas, que os seres pequenos e fofinhos apelam ao nosso lado mais ternurento e maternal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram portanto assim ali todo o dia na conversa e se Tobias tinha cá uma lábia! Não havia assunto nenhum que ele não conhecesse, nem sítio nenhum que ele não tivesse visitado e ao fim de umas horas notava-se realmente que este era um coelho com história (&lt;em&gt;ai que me dá a tentação… mas a história deste coelho não sai hoje não!&lt;/em&gt;) Mais do que tudo Tobias era engraçado. Fazia piadas e metia-se com Cristina e ela ria-se, enfim, dentro da medida do possível que as vacas são seres herméticos que nunca mostram grandes sinais de emotividade. Foi quando ele se virou para ela e lhe disse: “minha linda vaca eu quero-te possuir como nenhum outro macho algum dia conseguiu e tu terás o maior orgasmo de que algum dia se ouviu falar neste mundo e nos outros todos!”, foi nessa altura que Cristina não aguentou mais e se escangalhou mesmo a rir! Mas foi mesmo um ataque a sério, e de tal forma que as outras vacas pensaram se não estaria a haver por ali um tremor de terra. Parecia quase uma vaca louca com a língua de fora a dar a dar e uns tremores que não haviam maneira de parar e a sorte de Cristina foi nenhum homem passar por ali senão seria seguramente abatida e enterrada nesse mesmo instante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tobias ficou um bocadinho frustrado é certo. Achou que depois de tanta lábia e tanta palavrinha sabiamente escolhida e colocada, Cristina acabaria por entender que ele de coelho tinha pouco ou nada. Afinal não iria ser tão fácil chegar onde ele queria (&lt;em&gt;mas também o raio do coelho tinha logo que meter na cabeça que ia seduzir uma vaca! Se não havia lá fêmeas mais maneirinhas, ou não era?&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pediu-lhe encarecidamente com uns olhos de meter pena até ao mais empedernido dos corações, o que até nem era o caso de Cristina porque ela tinha um coração manteiga ou não fosse ela uma vaca leiteira, pois pediu-lhe que ela não duvidasse da sua palavra porque nunca devemos duvidar do que nunca experimentámos. Sem saber não há querer assim como sem vontade não há desejo… sim que o Tobias sabia que só depois é que as fêmeas caíam todas embora Cristina fosse a sua primeira vaca. E ela não era a sua primeira fêmea de grande porte se bem que essa experiência quase que lhe tinha cortado o gasganete (&lt;em&gt;mas ó… o raio da tentação… ó filha a história do coelho não sai hoje já disse! Que nervos!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só uma questão de não duvidar do que pode um coelho quando se sente determinado. E se havia lá coelho mais determinado do que Tobias! Disse mesmo a Cristina que enquanto ela não o deixasse experimentar ele não mais a largaria e ela haveria mesmo de se ver rotulada de vaca louca nem que fosse por andar sempre com um coelho agarrado às patas a fazer-lhe cócegas nas tetas (&lt;em&gt;que bela imagem sim senhora! Ai que se os homens me lerem isto ainda sai paulada hoje! Deixa-me cá esgalhar antes que me venham cá apanhar!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fecha os olhos, esses olhos grandes e pestanudos, e deita-te sobre as patas para que eu te possa chegar” (&lt;em&gt;o sacana do coelho tem-na toda sabida! E eu cada vez mais a alucinar agora que o gajo me vai obrigar a escrever sobre tão insólito momento!&lt;/em&gt;) Cristina lá se deitou, cheia de vontade de rir mas já com curiosidade para saber no que aquilo iria dar. Tobias começou por brincar com a cauda dela, e se há quem tenha cauda que se chegue à frente e confirme que esses movimentos circulares são de facto estimulantes! Cristina até que estava a gostar das sensações que ele com mestria lhe provocava. Depois focou a sua atenção nas gulosas tetas (&lt;em&gt;ai que a autora se desmancha! Passa à frente e rápido!&lt;/em&gt;) e finalmente introduziu o seu ínfimo membro de coelho no gigantesco orifício da vaca. E ela nada, pois claro! “Mas minha querida, tu não sentes mesmo nada?” perguntou-lhe esperançado. “Não, nada de nada!” respondeu Cristina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;E é neste momento crucial em que a coisa vai ou racha que eu, autora alucinada, não vou deixar ficar mal um coelho que se julga melhor do que qualquer outro do reino animal!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se não vai assim vai doutra maneira!” pensou Tobias que felizmente ainda tinha uns quantos truques na manga. E sem mais alongar um momento que se quer prazenteiro, pumba! Enfiou-lhe lá uma orelha e não é que ela estremeceu! Sentiu e grunhiu! Fosse pela forma, pela penugem ou pelo tamanho o certo é que desta vez ela estava a gostar (&lt;em&gt;e a gozar! Ora toma!&lt;/em&gt;) E não satisfeito ainda foi outra vez e pumba! Meteu-lhe a outra orelha e de repente Cristina estava-se a sentir a flutuar no céu dos bovinos o que não é coisa pouca para qualquer vaca mesmo para a mais sexy do rebanho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim, porque esta história tem que terminar, que Cristina não só atingiu o maior orgasmo de todo o sempre (confirmado por todas as outras vacas e animais do estábulo que a ouviram uivar e para quem não sabe, as vacas não uivam!) como se sentiu tremendamente apaixonada por aquele coelho que não temia limites nenhuns e muito menos os que lhe eram impostos pelo seu tamanho! Gostaria pois de terminar dizendo que Cristina e Tobias viveram felizes para sempre, infelizmente sem descendência porque enfim, sempre eram as orelhas que ele lá metia dentro e por muito prazer que isso lhe desse, que eu saiba orelhas de coelho nunca fecundaram animal de espécie nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;E agora a autora descansa sobre o leite derramado antes que venham os homens da patrulha da moral e dos bons costumes dos quais quem anda a pisar no risco nunca está safo mesmo que lhes faça os meus olhinhos de coelho mal morto! Isto anda muito estranho por aqui, é tudo o que posso dizer em minha defesa! Deve ser do calor, ou da lua cheia…quem sabe!&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115757868060624338?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115757868060624338/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115757868060624338' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115757868060624338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115757868060624338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/vacas-e-coelhos.html' title='Vacas e coelhos'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115746524261814977</id><published>2006-09-05T15:04:00.000+01:00</published><updated>2006-09-05T15:47:18.006+01:00</updated><title type='text'>Das cidades que de mim brotam</title><content type='html'>Esta era uma cidade grande mas não demasiado. Assim olhando de cima não sei dizer exactamente o tamanho, mas era grande suficiente para demorar mais de um dia a atravessá-la duma ponta à outra. Era uma cidade igual a tantas outras, com torres, e prédios, e escritórios e casas, e escolas e lojas e restaurantes e cinemas. Era uma cidade com rotinas estabelecidas, com horas certas para tudo começar e acabar. Só havia um relógio na cidade, bem no seu centro e era por ele que todos os habitantes se regiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Parece que vejo tudo daqui deste lado… o pessoal todo a correr dum lado para outro género formiguinhas! Às vezes também me bate este lado omnipotente e gosto de descrever cenários onde sou eu que mando em tudo! Tenham medo… tenham muito medo! Género “Big brother is watching you”… e não, este dizer não tem nada a ver com os concursos medíocres que proliferam pelas nossas televisões à velocidade de cogumelos envenenados!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois do nascer do sol, o relógio tocava o despertar. Todos os toques tinham sons diferentes para facilitar a vida dos habitantes mais distraídos que não sabiam a quantas andavam. O despertar era por razões óbvias o som mais irritante deles todos. Era assim uma coisa aguda, quase como se fosse uma sirene dos bombeiros com um timbre estridente que entrava bem lá para dentro até do tímpano mais entupido e com necessidade de ser desencerado. Não havia hipótese de permanecer adormecido, ou então só mesmo quem durante a noite tivesse falecido…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Capaz de despertar mortos! Eis outra expressão que me intriga e me fascina! Se eu pudesse gostava de ser capaz de despertar mortos mas nem todos que infelizmente há certas pessoas execráveis, que me escuso de aqui enumerar, que estão bem onde estão a ser carcomidos pelos vermes e insectos! E faço aqui um aparte para realçar que a morte para mim até faz sentido em relação a algumas pessoas que se julgam mais do que na realidade são. Meus amigos lembrem-se que vamos todos parar ao mesmo sítio e que a morte é o grande esgoto da vida do qual nenhum de nós poderá escapar! Acho que já estou a divagar e já nem me lembro onde é que eu ia com esta história… concentra-te Mariani!)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia começava cedo portanto nesta minha cidade imaginária (&lt;em&gt;e qualquer semelhança com um jogo infecto mas bem conseguido que por aí existe é pura coincidência até porque eu já o vi mas nunca lhe peguei porque acho que da minha imaginação saem coisas mais engraçadas do que da imaginação de uns programadorzecos que ganham uns trocos a produzir linhas e linhas de código a metro&lt;/em&gt;) e os habitantes lá iam saindo de suas casas uns rumo aos escritórios, outros rumo às escolas e outros ainda rumo às lojas e aos restaurantes. Esforçavam-se todos por parecer bem-educados e não se ouviam zaragatas nem insultos nem tumultos de espécie alguma. As crianças eram impossivelmente angélicas e sempre sorridentes e bem dispostas e cheias de vontade de ir para a escola aprender coisas sempre novas e interessantes. E claro está que duma educação tão rica e diversificada saíam gentes cheias de genica e com uma produtividade a toda a prova (&lt;em&gt;estou cá a pensar que esta cidade só podia ser na China… até parece que os tou a ver aos chinesitos todos iguais uns aos outros, herméticos e apáticos e aparentemente simpáticos pois que os seus rostos não revelavam emoção de espécie alguma. Que me perdoem os chineses que me inspiraram e cujo único mal é viverem do outro lado do mundo e estarem todos acordados e a bulir quando a gente ainda está a dormir!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À hora do almoço tocava o gongo e satisfeitos duma manhã produtiva lá iam os habitantes rumo aos restaurantes comer o que de melhor se cozinhava na cidade. Ninguém cozinhava em casa porque era mais fácil produzir comida em espaços concentrados e porque para quem gosta de ser produtivo a alimentação é uma pura perca de tempo (&lt;em&gt;prontos tá bem, até admito que possa haver quem retire daí prazer, quer a cozinhar quer a comer, mas neste caso os meus chinesitos detestavam todos cozinhar e só comiam porque tinha mesmo que ser&lt;/em&gt;). Após quarenta minutos acaba-se o descanso e lá voltavam todos aos seus postos de trabalho ou de aprendizagem. Não havia lugar a distracções nem a pausas para fumar ou beber cafés ou nada dessas coisas que atravancam o tempo de qualquer trabalhador que se preze que se esforçasse verdadeiramente terminava tudo em metade do tempo exigido ou menos! (&lt;em&gt;É que eu tenho esta mania que o ócio é indutor do vício e que o antídoto está em manter a mente ocupada com coisas importantes! É mais teoria do que prática que eu cá também gosto bem de dar dois dedos de conversa aqui com as minhas colegas de ofício embora sem nunca descurar os meus afazeres profissionais! Sim, porque há sempre uns que abusam!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se produzia nesta minha cidade fantástica? Pois aqui dedicavam-se todos a tentar inventar a cura para todos os males e doenças do mundo. Repetiam-se experiências até à exaustão. Criavam-se e matavam-se ratos a uma velocidade estonteante para que se pudessem produzir os melhores, mais potentes e mais eficientes medicamentos de todos os tempos a preços nunca antes vistos (&lt;em&gt;realmente uma coisa destas só podia ser mesmo na China!&lt;/em&gt;). Era pois uma cidade inteiramente dedicada à produção. Se calhar até há por aí algumas mas as que eu conheço parece-me que produção é o que menos se lá passa, a não ser que se pense talvez em termos de produção teatral. Eram todos saudáveis e todos motivados e nunca ninguém adoecia porque os falecimentos ocorriam todos durante o sono. Os mortos eram todos queimados e prontamente substituídos porque os chineses reproduziam-se quase mais rapidamente do que os ratos (&lt;em&gt;se lhe parece que isto tá a descambar para uma cena racial desengane-se caro leitor porque eu não tenho nada contra os chineses tirando o facto de serem muito mais que os outros todos e escreverem uns gatafunhos que ninguém percebe patavina!&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia sem ninguém perceber porquê os habitantes começaram a sucumbir a uma estranha patologia. Seria talvez cansaço da rotina embora gerações inteiras tinham vivido do mesmo modo sem nunca nada se ter alterado. Um dia alguém apontou o céu e disse que via uma nuvem em forma de anjo. Mas o vizinho do lado não concordou e achou que a nuvem lhe parecia uma vaca com asas. E a vizinha que vinha atrás achou que a nuvem era tal e qual o seu filho de gatas em cima da mesa da cozinha. Pela primeira vez em gerações gerou-se um sururú danado por causa da forma duma nuvem. Até eu fiquei a olhar para os chinesitos que se esgravatavam todos por causa do raio da nuvem que a meu ver era mesmo só uma nuvem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que a partir daí o caos estava instalado e os habitantes começaram a olhar uns para os outros com ar desconfiado. Subitamente perdeu-se a razão e a harmonia colectivas e cada um achava que tinha mais razão que os outros e a produtividade de que todos se vangloriavam foi descambando cada vez mais. Chegou-se ao cúmulo de já ninguém sequer respeitar os toques do relógio que tanto trabalho me tinha dado inventar. Andavam todos a arrastar-se por ali, queixosos e carrancudos e até as crianças já choravam mais do que riam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Eu é que sou um bocado idiota porque ainda acho que um dia haverá indivíduos que renegarão a sua individualidade face à coerência de um qualquer objectivo colectivo comum… mas atenção que eu não sou comunista porque ao contrário dos comunas eu acho que nenhum ser humano tem a capacidade para conseguir determinar qual será esse objectivo colectivo comum, a não ser talvez eu própria claro!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Chamei uns quantos à razão para tentar entender o que se passava na minha cidade perfeita e durante momentos nem consegui perceber do que falavam porque estavam todos aos gritos e a acusarem-se mutuamente de serem vacas e cães e porcos imundos, ou outros animais quaisquer cujos nomes sejam efectivamente ofensivos na China. Quis tentar entender de onde tinha surgido tamanha desunião e como de repente de tão unidos tinham chegado aquele ponto onde choviam os insultos e as barbaridades. Refiz os meus passos na construção da cidade perfeita e por mais que agora olhe aqui para a minha lista de ingredientes não consigo perceber onde foi que eu falhei. Sei que algures no tempo os meus chinesitos se enfadaram uns com os outros e agora nada do que eu pudesse fazer para os acalmar iria devolver a minha cidade à sua forma e propósito originais. Atribuí as culpas ao egoísmo inato de todos os seres humanos, mesmo daqueles que vivem do outro lado do mundo, e cansada de brincar às cidades perfeitas eliminei esta do mapa. Para a próxima tentarei fazer melhor mas ainda não sei bem que espécie usar. Começo a achar que a raça humana já deu o que tinha a dar…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115746524261814977?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115746524261814977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115746524261814977' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115746524261814977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115746524261814977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/das-cidades-que-de-mim-brotam.html' title='Das cidades que de mim brotam'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33815931.post-115733292038408541</id><published>2006-09-04T02:18:00.000+01:00</published><updated>2006-09-04T15:12:16.153+01:00</updated><title type='text'>Arim e o anel do código secreto</title><content type='html'>Era uma vez um príncipe chamado Arim que governava um vasto reino no meio do deserto. Era um homem bom e sábio que tentava sempre evitar as guerras a todo o custo, negociando com uns e outros até conseguir estabelecer consensos que à partida todos julgavam impossíveis. Tinha uma lógica infalível que usava sempre a seu favor para que todos acabassem por concordar com o seu ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Não sei porque é que as minhas historias têm que meter sempre um príncipe… deve ser trauma de infância de tanto ter que ler os contos dos irmãos que já nem me lembro do nome deles! Mas o gajo há-de levar com uma falha qualquer nos cornos porque ainda agora comecei e já não tou a gostar muito do personagem…)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem assim era um partido cobiçadíssimo por todas as mulheres do reino e era rara a noite que Arim passava em solitário. Das mais belas às mais feias, das mais magras às mais gordas, das mais velhas às mais novas, Arim nunca recusava uma mulher que se lhe fosse oferecer embora as menosprezasse depois de passados os efeitos do prazer. Na verdade estas mulheres cansavam-no e ele sabia que já tinha idade para estabilizar, e dar um herdeiro ao reino, mas era incapaz de se interessar por estas em cujos corpos se banqueteava enquanto esperava por melhores dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Mau que esta cena ainda vai parar às mil e uma noites e não é nada disso que se pretende! Têm vida própria estas minhas mãos, que se julga o leitor que a minha vontade as controla ai está muito enganado está!)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia estando Arim já farto de esperar, resolveu invocar o Deus Sol para o ajudar. Sendo ele um dos mais poderosos governantes à face da terra, o Sol não iria ignorá-lo e como Arim esperava prontamente amanheceu. Falou-lhe das suas noites de deleite que não o satisfaziam e da sua necessidade de rapidamente providenciar um herdeiro para o reino. O Sol que era traquinas, embora Arim ainda não o soubesse, apresentou-lhe uma escolha. Ele teria a mulher dos seus sonhos mas só durante um certo tempo, tempo esse definido pelo Sol. Ou então escolheria uma das outras e o Sol se encarregaria de se certificar que ela engravidava e que teria uma vida longa e muito fértil. Sem hesitar Arim escolheu a mulher dos seus sonhos por tempo limitado. Intimamente estava curioso para ver até onde o Sol queria chegar ao propor-lhe semelhante tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Tinha que ser mesmo assim porque eu cá acho que os homens são todos iguais… andam sempre à procura da mulher dos seus sonhos em vez de se contentarem com as férteis e de longa duração… o que não abona muito a seu favor mas enfim!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No dia acordado, o Sol amanheceu e trouxe consigo Moona, a mulher mais linda que Arim tinha visto algum dia. Parecia de outro mundo e possivelmente até seria porque nunca ele tinha visto uns olhos como os dela, cinzentos, da cor do luar. Arim ficou encantado com o belo espécime e dispôs-se a desfrutar da sua companhia que ele sabia ser temporária. O Sol tinha-lhe dado apenas sete meses. E nem mais um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Não sei porque me ocorre sempre o número sete, deve ser fetiche! Mas sete é um número tão redondo como outro qualquer… tinha era que ser menos que nove senão a gente já sabia onde é que isto poderia ir parar e eu hoje sinceramente não me apetece nada ir por aí!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Durante sete meses Arim e Moona entenderam-se às mil maravilhas. Ela era uma criatura inteligentíssima e demasiado culta para ser da terra. E complementava a lógica sem falhas de Arim. Ele começava e ela terminava, como se fossem peças de um mesmo puzzle (&lt;em&gt;ai os clichés! Mas é mais forte que eu e eu adoro um bom cliché!&lt;/em&gt;) E as noites, meu Deus Sol, nem tu sabes o que fizeste ao presentear Arim com a amante mais formosa e bem dotada de todo o universo. E não era só fisicamente, que Moona parecia saber o corpo de Arim de cor, tocando-lhe exactamente nos pontos erógenos mais recônditos e levando-o à mais total e completa loucura. Eram mãos de fada as dela. Mãos de mulher experiente na arte de excitar o seu amante…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Vá, vamos lá a sair daqui que a noite já vai longa e ao contrário de Arim eu não tenho cá umas mãos de fada para me ajudarem a bem passá-la…)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No final do prazo já Arim se tinha esquecido do que tinha combinado com o Deus Sol e já se encontrava completamente rendido aos encantos e charmes e virtudes de Moona. Mas o Deus Sol é tão implacável como qualquer um dos outros, embora seja mais traquinas e tenha tendência a ter pena dos homens que o invocam. E se era seu propósito dar uma lição a Arim, no mesmo instante em que nesse dia se pôs arrastou consigo Moona deixando Arim trespassado de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Não sei que sensação será essa mas parece-me bem vê-lo assim de joelhos no chão, braços abertos e caídos para os lados e as lágrimas escorrendo em barda… todo o homem que é idiota há-de perder a mulher que ama, é assim a vida!)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arim chorou a perca da sua mulher de sonho durante sete dias e sete noites. A sua lógica férrea e disciplinada dizia-lhe que o Sol haveria de ter um propósito mas ele ainda não percebia qual seria. Ao fim do sétimo dia (&lt;em&gt;ai que eu já li isto nalgum lado, mas onde será que foi?! Mas que memória de galinha!&lt;/em&gt;) Arim viu um par de olhos esverdeados a olhar para ele. Atrás do par de olhos que pareciam dois faróis de carro (&lt;em&gt;não que tivesse havido por ali algum carro, mas agora não me lembro de melhor comparação&lt;/em&gt;), estava um ser de meio metro, estranhamente proporcionado e de pele tisnada pelo sol. Era um duende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Um duende no deserto?! Ai mas onde é que isto irá parar… sinceramente, eu hoje acho que estou a alucinar. Ainda por cima parece que o estou a ver mesmo aqui à minha frente, o estupor do duende e nem sequer tenho engenho suficiente para o descrever como deve ser. Paciência caro leitor incauto. Imagine lá como deveria ser um duende porque eu imaginar até imagino agora explicar assim explicadinho tá quieto ó duende não me venhas para aqui mexer nas teclas que senão nunca mais acabo isto!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O duende era emissário do Deus Sol e vinha explicar a Arim que tudo o que é bom tem que acabar. Mas ora aí está um facto que Arim se recusava a aceitar. Diálogo puxa diálogo e até o duende teve que concordar que realmente tudo o que se passara não fazia muito sentido. O duende achou por bem que Arim merecia uma nova oportunidade e sendo ele próprio traquinas, porque não há duendes que não o sejam, criou um jogo para Arim jogar. Deu-lhe o anel do código secreto do Sol, código esse que abria um cofre contendo uma passagem para a terra de Moona e que se situava algures lá para trás do sol posto. Arim só teria que acertar no código e poderia então ir à procura de Moona e convencê-la a voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Isso é que era bom… como se eu algum dia fosse deixar! Ai mas já tou a revelar o fim antes de o escrever! Calma lá ó Mariani, eu bem sei que te queres ir deitar mas ainda faltam umas palavrinhas para compor melhor aqui a coisa!)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acertar no código foi coisa fácil para Arim habituado que estava a praticar em jogos de lógica e paciência. Ele sabia os números mais importantes do sistema solar (&lt;em&gt;ou então faz de conta que é para isto não encalhar…&lt;/em&gt;) e foi tentando várias combinações até acertar. Ele soube que tinha acertado no código quando o anel se incendiou nas mãos e deixou-o ofuscado (&lt;em&gt;para não dizer até ligeiramente chamuscado&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava tão seguro de como as coisas se iriam desenrolar que nem prestou atenção às palavras do duende quando ele o avisou que teria que entregar o código ao Sol antes de este se ir deitar. Mas cumprir ou não essa missão não era tarefa do duende. Este já tinha até feito mais do que a sua obrigação! Entretiveram-se portanto a discutir sobre o amor, o que é um tema tão desagregador como tantos outros ou até mais porque sobre ele nunca haverá concordância nem mesmo entre dois amantes que discorram sobre o sentimento que os une e que deveria ser igual mas nunca é. Arim acreditava no amor único, primeiro e superior a todos os outros e o duende claro, achava que isso era a maior piada que os seres humanos inventaram desde que se aperceberam que podiam inventar! Qual amor único, qual carapuça! São todos diferentes, lá nisso ele tinha que concordar. Agora que um fosse superior aos outros, isso é que nem pensar. Diferentes mas iguais. Indo-se um, vinha outro e nunca nenhum era nada demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que com esta conversa toda o Sol veio-se e pôs-se e eles nem deram por nada. De repente Arim sentiu um frio na espinha e percebeu que o dia já tinha acabado e ele não tinha cumprido a missão. Ficou desesperado com a sua falta de atenção, logo ele que se tinha sentado mesmo na direcção do pôr do Sol para não se esquecer do que tinha para lhe entregar. Mas pensando bem o Sol não tinha chegado a pôr-se naquele lugar. Olhou para o duende e viu o esgar de troça que este lhe lançava. Confuso e sem perceber começou finalmente a matutar na confusão que tinha feito. O malfadado duende tinha-lhe posto um espelho à frente sem ele se aperceber. E enquanto conversavam ele ia controlando não o Sol mas apenas o seu reflexo. E ficou verde de fúria quando percebeu que pela primeira vez na sua vida tinha confundido oriente com ocidente e que essa desorientação momentânea lhe tinha custado o primeiro e único amor da vida dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Que história mais mal amanhada… mas enfim! Para primeiras impressões foi o que se pode arranjar! Já é tarde e eu já devia estar mais que enfiada na caminha a dormir em vez de estar aqui a sonhar com príncipes e fadas e duendes de olhos verdes flamejantes… é que realmente olha pró que me havia de dar hoje!)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33815931-115733292038408541?l=historiasdamariani.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/feeds/115733292038408541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33815931&amp;postID=115733292038408541' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115733292038408541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33815931/posts/default/115733292038408541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasdamariani.blogspot.com/2006/09/arim-e-o-anel-do-cdigo-secreto.html' title='Arim e o anel do código secreto'/><author><name>Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14821516769029940631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3872/3717/1600/lonely_lil_goat.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
